Coisa de maluco? Federação estuda fazer estadual com 60 clubes

A partir de 2016, Campeonato Pernambucano pode durar oito meses

Os campeonatos estaduais são um dos temas que mais geram polêmicas no futebol, seja nas mesas redondas ou nos botequins. Pois bem, parece que a Federação Pernambucana quer ver o circo pegar fogo

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Recife, PE, 19 (AFI) – Os campeonatos estaduais são um dos temas que mais geram polêmicas no futebol, seja nas mesas redondas ou nos botequins. Pois bem, parece que a Federação Pernambucana quer ver o circo pegar fogo. A FPF estuda fazer o Pernambucano de 2016 com 60 clubes. Isto mesmo: 60 times.

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A entidade estuda a mudança do formato há um ano e recebeu conselho de consultorias. O apoio não para por aí. A Federação recebeu o aval da CBF para dar prosseguimento na mudança do calendário. A ideia é unificar o futebol do Estado e promover o desenvolvimento de times. O torneio duraria, entre as três fases, oito meses (outubro a maio)

A fórmula de disputa seria a seguinte: Entre 30 e 60 clubes seriam divididos em grupos regionais disputados entre outubro e dezembro do ano anterior à fase final. Neles estariam times da segunda divisão e novas equipes. Com o avanço das fases, o torneio será disputado em microrregiões locais.

Apenas o campeão avançará à segunda fase. Nesta etapa, o time se juntaria com os nove clubes previamentes classificados na elite, ou seja, àqueles que garantiram permanência na “primeira divisão” durante o estadual de 2015 e que não disputarão a Copa do Nordeste. Em turno único, os cinco primeiros avançam para a última etapa.

Os melhores só jogam depois
Na fase final entrariam os times que estavam disputando a Copa do Nordeste. Eles jogariam em turno e returno, com os dois melhores decidindo o estadual na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, na Grande Recife.

Enraízados na cultura do futebol brasileiro, os estaduais dividem opiniões. Muitos alegam que eles são os principais responsáveis pela saturação do calendário do futebol nacional. Por outro lado, os torneio salvam o ano de muitos clubes, que estão abandonados pela CBF e mal recebem apoio das federações locais.