Coincidência com 2001 anima zagueiro estreante da Ponte

Campinas, SP, 2 (AFI) – Favorito do técnico Sérgio Guedes para assumir a vaga do contundido, na final de domingo, contra o Palmeiras, em São Paulo, o supersticioso zagueiro Alexandre Black, que não joga uma partida oficial desde 2007, se prende ao passado para absorver a responsabilidade.

Em 2001, Luis Carlos, também zagueiro e prata-da-casa, assim como Black, estreou ante o Verdão, no Palestra Itália, e se deu bem: a vitória por 2 a 0, justamente o resultado que a Ponte precisa para sair do estádio palmeirense com o título paulista.

“Chega lá dentro do campo e a gente supera tudo. Com o Luis Carlos foi assim. Ninguém o conhecia e ele chegou lá e teve uma atuação segura. Se a oportunidade aparecer, vou corresponder e conseguir meu espaço time como ele”, afirmou o jogador.

Sem ser aproveitado desde a vitória sobre o Remo, por 1 a 0, na última rodada da Série B, em 24 de novembro de 2007, Black não se preocupa com o período de inatividade, muito menos com o entrosamento com João Paulo, seu parceiro de zaga neste domingo.

“A gente vem treinando junto desde o ano passado. Com certeza o entrosamento ajuda”, comentou o atleta, de apenas 21 anos. Na Série B do ano passado, inclusive, Black e João Paulo formaram a defesa titular da Ponte durante algumas rodadas. Por serem reservas, treinam sempre juntos contra os titulares da Macaca.

Titulares que, pelo menos do setor defensivo, vão assistir à partida decisiva da arquibancada. Jean está suspenso pelo terceiro cartão amarelo, enquanto o capitão César, que não atuou no último domingo também por suspensão, tem uma luxação no joelho esquerdo e dificilmente será liberado pelo departamento médico.

A confirmação do time titular vai acontecer na tarde desta sexta-feira, durante o coletivo apronto no Estádio Moisés Lucarelli, a partir das 16 horas. A divulgação oficial, porém, deve sair somente nos vestiários do Parque Antártica. É o mistério que cerca toda final de campeonato.

“Temos que nos resguardar ao máximo. Não podemos abrir mão de nenhum artifício para surpreender o adversário”, disse o técnico Sérgio Guedes.