Cobiçado pelo São Paulo, Jô, do São Caetano, tem melhor média de gols do Brasil

Como deixou a sua marca duas vezes contra os paranaenses, o atacante Jô, de 23 anos, disparou como maior goleador do campeonato

A vitória por 3 a 0 sobre o Foz do Iguaçu no último domingo trouxe ao São Caetano números positivos além dos três pontos

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São Caetano do Sul, SP, 03 (AFI) – A vitória por 3 a 0 sobre o Foz do Iguaçu no último domingo trouxe ao São Caetano números positivos além dos três pontos. A equipe garantiu a classificação à segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro, reassumiu a liderança do Grupo 8, tornou-se a primeira colocada do índice geral e continuou com o artilheiro da competição, dono de uma média de gols impressionante.

Como deixou a sua marca duas vezes contra os paranaenses, o atacante Jô, de 23 anos, disparou como maior goleador do campeonato. Ele possui nove gols, três a mais que Josi, do Estanciano.

Jô, atacante do São Caetano, tem melhor média de gols do Brasil

Jô, atacante do São Caetano, tem melhor média de gols do Brasil

O que mais chama a atenção é que o número de gols do camisa 9 foi atingido em apenas seis partidas, o que resulta em uma média de 1,5 gols por jogo, a melhor entre os artilheiros das quatro divisões do campeonato brasileiro.

“Estou muito feliz. Só Deus sabe o quanto eu trabalhei nos últimos meses para isto acontecer. Divido este grande momento com meus companheiros, sem eles, não seria possível atingir esta marca”, comemorou.

Outro feito é que em quatro partidas das seis disputadas, Jô fez dois gols; contra o Lajeadense e o Metropolitano em casa e diante do Foz do Iguaçu nas duas partidas.

“As chances apareceram e eu tive a felicidade de concluir bem. O meu ponto forte é a conclusão e eu sempre fico atento quando a bola ronda a grande área. Desde muito novo eu sempre treinei finalizações e tento me manter frio na hora de fazer o gol”, declarou.

Com este desempenho, o atacante ajudou a equipe a se garantir na fase de oitavas-de-final com duas rodadas de antecipação, o que segundo ele, resulta em mais tranquilidade para o time planejar os duelos decisivos.

“Fizemos a nossa lição e agora temos um período maior para corrigir nossos erros e evoluir. Temos dois jogos a cumprir e vamos buscar resultados positivos”, completou.

Em busca de terminar a primeira fase na liderança da chave, o São Caetano entra em campo pela 9ª rodada no próximo domingo, quando recebe o Volta Redonda, às 18 horas, no Anacleto Campanella.

CARREIRA

Jô foi da base do Corinthians, de uma geração que ganhou muito, mas revelou poucos jogadores. Desde moleque era grandalhão e um pouco pesado. Agora, continua grande, mas bem fininho (graças ao preparador físico José França), o que deve justificar sua grande fase sob o comando do técnico Luiz Carlos Martins.

Rapidamente deixou o Timão e foi jogar no Grêmio de Porto Alegre, mas não se adaptou. Depois voltou ara o São Caetano, onde está há três anos. Só agora, com a nova filosofia de trabalho adotada pelo presidente Nairo Ferreira de Souza, de se usar os “pratas da casa”, ele ganhou uma atenção especial da comissão técnica, se preparou fisicamente, começou a marcar gols e ganhou moral no clube.

“Este menino está com a cabeça no lugar, sabendo bem do seu potencial e é tudo que o São Caetano precisa: um homem-gol” atesta o técnico Luis Carlos Martins. Já classificados, o São Caetano começa a pensar nas próximas fases. “Sabemos que é um campeonato difícil, porque no mata-mata, um dia ruim e todo o trabalho desenvolvido pode cair por terra”.

Média de gols dos artilheiros das quatro divisões do Brasil

Série A

Ricardo Oliveira – Santos (0,6 gols por jogo)

Série B

Zé Carlos – CRB (0,73 gols por jogo)

Série C

Leandrão – Brasil de Pelotas (0,91 gols por jogo)

Série D

Jô – São Caetano (1,5 gols por jogo)