Clubes da Série D reagem a manifesto e cobram CBF sobre cotas da Copa do Brasil

O presidente do ASA de Arapiraca, Rogério Siqueira, se manifestou publicamente sobre o assunto e fez questão de esclarecer a situação

Diversos clubes que disputarão a competição nesta temporada demonstraram insatisfação com a forma como foi apresentado um manifesto divulgado pelo Porto Velho-RO

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Foto: Divulgação

Alagoas, AL , 03 (AFI) – Uma polêmica tomou conta dos bastidores da Série D do Campeonato Brasileiro nos últimos dias. Diversos clubes que disputarão a competição nesta temporada demonstraram insatisfação com a forma como foi apresentado um manifesto divulgado pelo Porto Velho-RO, que acabou sendo interpretado, de maneira equivocada, como um posicionamento coletivo das equipes da divisão.

Segundo dirigentes ouvidos pela reportagem, não houve deliberação conjunta nem autorização para que o documento fosse veiculado em nome dos clubes da Série D. O presidente do ASA de Arapiraca, Rogério Siqueira, se manifestou publicamente sobre o assunto e fez questão de esclarecer a situação.

“Não houve deliberação coletiva nem posicionamento oficial dos clubes. O manifesto não foi discutido em grupo e tampouco autorizado para representar todos os participantes da Série D”, afirmou Rogério Siqueira, presidente do ASA.

De acordo com dirigentes, o grupo formado por clubes da Série D trata exclusivamente de temas ligados à organização e às demandas da Série D 2026, sem qualquer autorização para manifestações públicas em nome do coletivo.

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COTAS GERAM INSATISFAÇÃO

Paralelamente à polêmica envolvendo o manifesto, os clubes da Série D que também disputarão a Copa do Brasil nesta temporada formalizaram uma solicitação à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O pedido é claro: revisão e aumento das cotas de participação na competição nacional.

A insatisfação ocorre porque, apesar da ampliação do número de clubes na primeira fase da Copa do Brasil — de 80 para 126 participantes —, os valores das cotas foram reduzidos em relação a 2025. A decisão causou revolta entre os dirigentes, principalmente daqueles que já estavam garantidos anteriormente no torneio.

Fontes ligadas aos clubes da Série D afirmam que a CBF aumentou o número de representantes nas competições nacionais, mas sem elevar a premiação, o que gerou impacto financeiro direto nas equipes de menor orçamento.


QUEDA BRUSCA

Na prática, os valores previstos inicialmente sofreram uma queda considerável. O montante, que girava em torno de R$ 871.500,00, foi reduzido para cerca de R$ 210 mil para clubes não ranqueados que disputarão a fase inicial da Copa do Brasil. A mudança provocou alvoroço, especialmente entre equipes que disputarão simultaneamente a Série D.

A expectativa dos clubes, incluindo os participantes da Série D, era de que não houvesse redução nas cotas, já que a Copa do Brasil sempre foi vista como uma oportunidade de alívio financeiro para a sequência da temporada.

Para efeito de comparação, em relação ao ano passado, a projeção era de um aumento que chegaria a aproximadamente R$ 830 mil, cenário que não se concretizou. Até o momento, a CBF não se posicionou publicamente sobre o tema.


BASTIDORES

Nos bastidores, dirigentes defendem diálogo e transparência, mas reforçam que qualquer manifestação deve partir de decisões coletivas e bem definidas.

Enquanto isso, a Série D 2026 começa cercada por debates extracampo, com clubes pressionando por maior valorização financeira e por respeito institucional em decisões que impactam diretamente a sobrevivência das equipes.

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