Clubes brasileiros fazem reunião para pedir mais espaço e vigência da lei à CBF

O evento realizado em São Paulo foi comandado pelo presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares.

Gilvan levará uma carta ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, assinada por todos os clubes. No documento, os clubes pedem mudanças.

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São Paulo, SP, 11 – Representante de 35 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro se reuniram nesta segunda-feira, em São Paulo, para se unirem e pedirem maior espaço durante as assembleias da CBF. Os dirigentes querem maior poder de decisão e de voto, não apenas nas eleições presidenciais, como acontece atualmente, e também cobram mais espaço dentro da entidade máxima do futebol brasileiro. O evento foi comandado pelo presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares.

Gilvan de Pinho quer que o Profut seja cumprido como determina a lei

Gilvan de Pinho quer que o Profut seja cumprido como determina a lei

A ideia inicial da reunião era definir e anunciar o calendário da Primeira Liga. Depois da divulgação da tabela, os representantes dos clubes se reuniram e ficou acertado que na próxima segunda-feira Gilvan levará uma carta ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, assinada por todos os clubes. No documento, os clubes pedem mudanças.

DIRIGENTE SOB SUSPEITA
Marco Polo comandou a Federação Paulista de Futebol (FPF) por 11 anos, numa administração elitista, só voltada aos grandes clubes e que abandonou os clubes do Interior. Fez da FPF um trampolim para assumir a presidência da CBF, mergulhado em várias denúncias de irregularidades.

Ele não deixa o país com medo de ser preso pelo FBI americano, que investiga possíveis ações de corrupção dele. O ex-presidente da CBF José Maria Marin está em prisão domiciliar em Nova Yory, nos Estados Unidos, para onde foi deportado da Suíça.

Imagem da chegada de Marco Polo da Suíça. Agora não sai do país com medo de ser preso.

Imagem da chegada de Marco Polo da Suíça. Agora não sai do país com medo de ser preso.

“Vamos à CBF na semana que vem para cobrar que a lei seja cumprida. Desde a aprovação da Profut, nós temos direito por lei de ter um assento nas assembleias e não somos convocados. Não é rebeldia ou briga, é apenas um pedido para que a lei seja cumprida”, disse Gilvan.

POUCOS AUSENTES
Dos 40 clubes da Série A e B, apenas Vasco, Botafogo, Bragantino, Oeste e Vila Nova-GO não enviaram representantes. Alguns clubes mandaram advogados, como os quatro grandes de São Paulo.

Atualmente, os clubes são chamados apenas para a votação da diretoria da CBF, mas não participam de outras decisões importantes, como mudanças no regulamento e formatação do calendário.

Apesar do ato e da repetição da Primeira Liga, torneio que não conta com o aval da CBF, os clubes asseguram que não pensam em organizar qualquer movimento para deixar a CBF ou coisa do gênero.

“Apenas queremos ser ouvidos”, explica Gilvan.