Clube paraguaio revela estádio de R$ 400 mi para Copa de 2030
Clube paraguaio divulgou detalhes do projeto da nova arena, que terá capacidade ampliada e será uma das sedes do Mundial centenário. Obra começa em julho deste ano e tem entrega prevista para 2029.
Assunção, Paraguai, 10 (AFI) – O sonho do Olimpia de ter uma casa à altura de sua história está prestes a sair do papel — e com status de sede de Copa do Mundo. O clube paraguaio revelou novos detalhes do ambicioso projeto do Estádio Osvaldo Domínguez Dibb, que será construído em Assunção e está confirmado como um dos palcos do Mundial de 2030, a histórica edição centenária do torneio. O investimento total será de US$ 80 milhões, cerca de R$ 413 milhões na cotação atual.
O PROJETO EM TRÊS FASES
A construção da nova arena será dividida em três etapas bem definidas. A primeira começa de forma simbólica no dia 25 de julho, data do aniversário do clube, e terá duração de oito meses. Nesse período, os trabalhos serão concentrados no rebaixamento do terreno e na instalação das estacas estruturais que servirão de base para todo o complexo.
Concluída a etapa inicial, o Olimpia abrirá licitação para a chamada “obra cinzenta” — fase que contempla a estrutura principal do estádio e deve durar aproximadamente 20 meses. Por fim, virão os trabalhos de acabamento, instalação da infraestrutura tecnológica e preparação do gramado até a entrega definitiva da arena, prevista para o segundo semestre de 2029, pouco antes do pontapé inicial do Mundial.
COMPRA DE TERRENOS VIABILIZA O SONHO
Do investimento total, US$ 16,185 milhões (aproximadamente R$ 83,5 milhões) foram destinados exclusivamente à aquisição de nove propriedades vizinhas ao terreno principal, localizado no tradicional bairro Mariscal López. A compra dessas áreas era considerada etapa essencial para viabilizar o projeto arquitetônico e garantir que o estádio atendesse a todos os requisitos exigidos pela Fifa para receber jogos de Copa do Mundo.
ENGENHEIRO DO MARACANÃ NA LIDERANÇA
A qualidade técnica do projeto tem DNA brasileiro e pedigree de Copa do Mundo. O engenheiro responsável pela obra é Douglas Nunes, que participou diretamente da reforma do Maracanã para o Mundial de 2014, realizado no Brasil. Sua experiência com os padrões exigidos pela Fifa foi um dos fatores determinantes para que o Olimpia o escolhesse como líder do empreendimento.
Ao todo, cerca de 75 engenheiros, arquitetos e técnicos do Paraguai e do exterior trabalham no projeto, que está dividido em três frentes complementares: planejamento e custos, adequação aos padrões da Fifa e engenharia voltada para tecnologia, fluxo de público e segurança.
O PALCO DO MUNDIAL CENTENÁRIO
A Copa do Mundo de 2030 terá um significado especial para o futebol mundial: celebrará os 100 anos do torneio criado por Jules Rimet. A edição será sediada de forma inédita em três continentes — América do Sul, Europa e África —, com jogos na Argentina, Uruguai, Paraguai, Espanha, Portugal e Marrocos.
O novo Estádio Osvaldo Domínguez Dibb será o palco paraguaio do torneio centenário, coroando o investimento do Olimpia com a visibilidade máxima que só uma Copa do Mundo pode proporcionar. Para o clube mais tradicional do futebol guarani, a nova arena representará muito mais do que tijolos e concreto: será a materialização de um sonho que começou a ser desenhado décadas atrás e que, finalmente, ganhou data para se tornar realidade.
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