Clube bicampeão do Paulista A3 completa 102 anos de existênica
Na Série A3, foram 17 participações incluindo a edição deste ano, sendo campeão em 1963 e 1999
Na Série A3, foram 17 participações incluindo a edição deste ano, sendo campeão em 1963 e 1999
São José do Rio Preto, SP, 21 (AFI) – Neste dia 21 de abril de 2021, o Rio Preto Esporte Clube está completando 102 anos de fundação. O clube rio-pretense é administrado pelo presidente José Eduardo Rodrigues, que mesmo com a crise em que o país e o mundo passa, com a pandemia do novo coronavírus, vem conduzindo e preservando o patrimônio do clube esmeraldino, principalmente quando se refere o lado financeiro.
HISTÓRIA CENTENÁRIA
Em 1919 era fundado o Rio Preto Esporte Clube por um grupo de jovens: Atílio Onibeni, Francisco de Almeida Viegas (Pacheco), Gabriel Camarero, Francisco Laurito, José Bueno (Juca Bueno), João Jorge (João da Pinta), Francisco Fusco e José Zanirato, o Bepe.
Existia em São José do Rio Preto uma agremiação conhecida apenas por Esporte Clube, composta por elementos ligados às firmas comerciais da cidade. Uma fusão dos dois clubes originou o Rio Preto, o Jacaré.
DO FORTIM AO RIOPRETÃO
Em 14 de setembro de 1922, Victor Brito Bastos doou ao Rio Preto um terreno de 200 metros de comprimento por 80 de largura para a construção da sua praça de esportes o Fortim da Vila, na rua Bernardino de Campos, Vila Redentora onde mandava seus jogos até o início de 1967.
Na oportunidade, a área do estádio foi loteada e com o dinheiro a diretoria construiu o Estádio Anísio Haddad, também conhecido como Riopretão, localizado na zona sul da cidade e inaugurado em 21 de abril de 1968, em jogo amistoso contra a Ponte Preta.
HOMENAGEM A VICTOR BRITO BASTOS
Na comemoração dos 102 anos, José Eduardo Rodrigues falou do benemérito Victor Brito Bastos homenageando o maior dos maiores beneméritos da história do clube. “Bastos foi quem doou-nos a área onde foi construído nosso primeiro estádio que levou seu nome na Vila Redentora. Depois, com seu falecimento, sua família destinou a venda dessa primeira doação da Vila Redentora para que esses recursos fosse utilizados pelo Rio Preto para a aquisição da área onde foi construído, o Riopretão”, disse.
“É uma área mais valorizada hoje da cidade de quase cinco alqueires que foram adquiridos em 1964, de onde erguemos esse gigante, este colosso de ferro e cimento, o Riopretão. Portanto Victor Brito Bastos e sua família e seus herdeiros são responsáveis diretos também pela nossa existência que é o Glorioso que leva o nome da cidade. Um abraço à nossa torcida, ao nossos simpatizantes e dirigentes neste dia tão importante em que o Rio Preto completa mais um ano de existência”, finalizou
PARTICIPAÇÕES E CONQUISTAS
Em competições oficiais, o Jacaré disputou cerca de 51 edições do Campeonato Paulista Série A2. Foi vice-campeão em 2007, conquistando assim o direito de disputar um ano depois pela primeira vez a elite do futebol paulista.
Na Série A3, foram 17 participações incluindo a edição deste ano, sendo campeão em 1963 e 1999. Já em 1994 e 2016, sagrou-se vice-campeão da mesma divisão. Constam ainda treze participações na Copa Paulista onde dá uma vaga para a Copa do Brasil e a outra para o Campeonato Brasileiro da Série D. O clube ainda foi campeão de Seleção para a disputa do Paulistinha, em 1973. No Feminino, foi campeão brasileiro em 2015. Já em 2016 e 2017, sagrou-se bicampeão paulista.
REVELAÇÕES DE CRAQUES
Na sua história, o Rio Preto revelou vários jogadores com passagem pela seleção brasileira como também treinadores que fizeram sucesso nas quatro linhas em grandes clubes do cenário brasileiro.
O zagueiro Ronaldo Rodrigues de Jesus, mais conhecido como Ronaldão, foi tetracampeão nos Estados Unidos em 1994, com a Seleção Brasileira. No São Paulo, foram 300 jogos com a camisa tricolor tornando-se bicampeão brasileiro, campeão da Libertadores e campeão do Mundial de Clubes, além de quatro títulos paulistas.
O meia Vilson Tadei, campeão brasileiro com o Grêmio em 1981, com passagens pelo São Paulo, Internacional, Santa Cruz, Coritiba Vasco e Guarani. Fora do pais jogou no Monterrey, do México. O atacante Gilson Granzoto, um dos maiores artilheiros na história do Jacaré que veio de empréstimo da base do São Paulo, onde se destacou e depois foi atuar em vários clubes brasileiros e no futebol espanhol, no Logronês, entre outros atletas.
MAIS NA SELEÇÃO
Em 1938, na Copa do Mundo da França, a seleção brasileira contou com o meia Argemiro e o atacante Zeca Lopes, com passagem pelo Rio Preto. Argemiro jogou no Jacaré de 1931 a 1935. Teve passagens pela Portuguesa Santista e Vasco da Gama, onde foi campeão carioca em 1945.
Já Zeca Lopes, cinco anos mais velho, atuou no Jacaré no início da década de 1930. Jogou também no Comercial de Ribeirão Preto e Corinthians. Já em 1962, quem se destacou foi Adamastor campeão do Campeonato Sul-Americano com a camisa amarelinha, em Lima, no Peru.
DE TRAMPOLIM AO SUCESSO NAS QUATRO LINHAS
Com relação aos treinadores, passaram pelo Glorioso da Vila Universitária na década de 1970, o saudoso técnico Carlos Alberto Silva, campeão brasileiro em 1978 pelo Guarani, único time campeão no interior. Rubens Francisco Minelli, que depois foi tricampeão brasileiro em 1975 e 1976, comandando o Internacional de Porto Alegre e, em 1977, dirigindo o São Paulo, conquistando na história do Tricolor do Morumbi, o primeiro título brasileiro.
O saudoso Dicão, primeiro treinador a conquistar o título de 1963, o saudoso João Avelino, entre outros. Constam ainda na listas de treinadores e que fizeram sucesso dirigindo o verde e branco, o técnico Luciano Dias, vice-campeão da Série A2, Márcio Rossini, campeão da Série A3, em 1999, Válter Ferreira, vice-campeão do A3, em 1994, e Betão Alcântara, vice-campeão da mesma divisão em 2016.
Crédito: Oscar Silva





































































































































