Chat FI: Mari Futy confirma dificuldades no esporte. Confira

Campinas, SP, 02 (AFI) – Depois de um recesso, o Chat FI voltou com tudo na tarde desta terça-feira. Diretamente de nossos estúdios, a jornalista e cronista esportiva, Fernanda Factory (foto), também conhecida pela sua personagem, Mari Futy. Mari respondeu muito bem todas as perguntas e comentou sobre as dificuldades de uma mulher conseguir se dar bem trabalhando no meio esportivo.

Mari também falou sobre os supostos casos que teria tido com os jogadores, porém deixou uma duvida no ar, nem afirmando e nem negando. Outro destaque da jornalista foi o reconhecimento da Seleção Brasileira Feminina, vice-campeã da Copa do Mundo.

Confira abaixo tudo o que Fernanda (Mari Futy) Factory disse ao Chat FI!

Chat FI: Bom dia a todos! Essa explosão de participação feminina no futebol (árbitras, comentaristas, jogadoras de categoria, enfim) tem a ver com o que, na sua opinião?
Fernanda Factory: Acredito quer as meninas ainda fazem do futebol uma ponte para depois estarem em outros lugares. Trabalho há 18 anos em futebol e vi muito isto. Trabalhei minha vida todo no jornal e tenho convicção que é preciso ter muita vontade e gostar bastante.

Chat FI: Você acha que Timão será rebaixado?
Fernanda: Vou ser muito sincera. O que está complicado para o Corinthians é a bagunça extra campo. Acredito que não será rebaixado, mas se for cair, vale tudo, o Palmeiras já foi e se acontecer com o Timão acredito que volta assim como o Verdão.

Chat FI: Fernanda, qual a relação entre você e a Mari Futi?
Fernanda: É uma coisa profunda. Eu tinha 12 anos de carreira quando criei a Mari Futy e só deu certo por conhecer os bastidores do futebol. Existe toda uma relação entre os jogadores e Mari. Agora, minha relação entre mim e Mari é que cheguei a conclusão que foi criação por um escudo de proteção. Todos diziam inverdades, por isto a criação.

Chat FI: Oi Mari, Você ou a Fernanda já saíram com algum jogador?
Fernanda: A Mari clássica é ousada e sai com todos, mas na hora H não faz nada.Se eu disser para vocês que não sai com algum, vocês não iriam acreditar, então deixo na dúvida. Tive uma história, mas não gosto de falar sobre isso, pois sou uma jornalista.

Chat FI: Que time vocês torcem?
Fernanda: Sou palmeirense e não nego. Meu pai jogou nos veteranos do Palmeiras e o Oberdan me levava no colo. Tenho uma história de amor com o Verdão. Mas levo na imparcialidade tudo, tanto que tenho um carinho especial pelo São Paulo, onde fui setorista por muito tempo. Lá foi um trabalho especial.

Chat FI: Quem é o jogador mais atrevido?
Fernanda: Atrevido? Depende como levar. Por exemplo, o Vampeta brinca muito, mas não vai passar dos limites. O Denílson brincava muito também, mas hoje em dia não tem mais isso, pois sou experiente na profissão. O Vagner Love liguei para ele e me convidou para tomar um guaraná e eu ri, depois me pediu desculpas. Já aconteceu com um goleiro que é um babaca, pois não quis sair com ele.

Chat FI: Fernanda você posaria nua? O que achou da Ana Paula?
Fernanda: Costumo dizer que precisa valer a pena pelo dinheiro. Para posar nua teria que ser algo que mudasse minha vida, por um milhão por exemplo. Achei que a Ana se queimou, pois se arriscou e sabe que errou muito no futebol, pois no futebol tem muito machismo.

Chat FI: O que você acha do atual jornalismo do Brasil?
Fernanda: Gosto do jornalismo de denúncias, mas tudo provado. O jornalismo esportivo está retrogrado. Nos programas, os convidados estão sendo muito mal aproveitados, então é preciso aproveitar mais os convidados, caso contrário cai na mesma. Se um jovem vai ao treino e vai ver o mesmo que os outros. Então precisa saber qual o convidado.

Chat FI: Qual o pior episódio que teve que passar no futebol?
Fernanda: Foi quando comecei e tinha várias versões de que tinha saído com vários jogadores. Pôxa, era virgem e nem tinha beijado na boca, este foi um momento muito complicado. Teve uma vez que o Palmeiras tinha sido campeão, fui entrevistar o Roberto Carlos e sobrou eu e o Roberto Carlos no campo, a torcida mandou: Loirinha, joga sua calcinha. Fiquei vermelha. Hoje mandou um gesto e saio de campo.

Chat FI: O que você achou do vice que as meninas conquistaram no Mundial?
Fernanda: Foi uma pena e ao mesmo tempo maravilhoso. Pelo apoio zero foi uma conquista espetacular, mas no Brasil o futebol feminino é questão de cultura, o machismo, pois se uma garota vai ao campo a sociedade pensa que vai virar sapatão. Nunca vai ter tanta visibilidade quanto aos homens.

Chat FI: O respeito adquirido no meio do futebol é mais difícil do que nas outras áreas, não só para as mulheres, como também para os homens!?
Fernanda: Não diria que é mais difícil, mas é peculiar. O futebol é um meio muito fechado, pois o respeito é mais que adquirido, mas, por exemplo, se você se queimar uma vez não consegue voltar a ter o respeito, que não pode ser manchado. Mas você somente conquista o respeito somente quando se tem respeito com o próximo.

Chat FI: Não acha que esse negócio no Lance de ‘Maria Chuteira Descolada’ não depõe contra a imagem das mulheres?
Fernanda: A Mari satiriza todos, não somente as marias chuteiras e os jogadores. Precisa ter muito jogo de cintura. Mas as Marias Chuteiras que se apóiam nas imagens dos atletas depõe contra a imagem das pessoas com toda a certeza.

Chat FI: Nunca ninguém te pediu algo indecente em troca de uma informação?
Fernanda: Não sou loucos, pois teriam morridos. Mas no começo da minha carreira, um técnico que disse para fazer a entrevista no hotel, mas ele me disse para ir no quarto, mas não aceitei e disse para subir. Ou seja queria que eu subisse pois ele estava a vontade. Mas teve uma outra vez que dei o troco e abafa o caso.