CEO do Fortaleza admite esgotamento de recursos: "O dinheiro acabou"
Dirigente responde a questionamentos do capitão Brítez e afirma que o foco agora é buscar soluções para cumprir acordos pendentes
Pedro Martins revela cenário de dívidas herdadas e prega transparência sobre a nova realidade do clube na Série B
Fortaleza, CE, 10 (AFI) – A diretoria do Fortaleza quebrou o silêncio sobre a grave crise institucional e financeira que assola o clube. Em pronunciamento realizado nesta quinta-feira (9), o CEO Pedro Martins detalhou o panorama de escassez de recursos e comentou as recentes declarações do zagueiro e capitão Emanuel Brítez.
NOVIDADE! Futebol Interior agora está nos Canais do WhatsApp. Participe agora!
O executivo confirmou que o Leão do Pici enfrenta obstáculos severos, fruto não apenas do recente descenso para a segunda divisão nacional, mas também de obrigações financeiras estabelecidas em gestões anteriores que ainda impactam o fluxo de caixa.

De acordo com o dirigente, a transição para a nova categoria exige uma mudança de mentalidade imediata de todos os envolvidos no cotidiano tricolor.
“Não é mentira que o clube passa por uma dificuldade imensa, não só por causa do rebaixamento, mas também por compromissos antigos. Desde que eu cheguei aqui, eu venho lidando com dívidas passadas, com a necessidade de remontar um elenco imenso e, principalmente, construir uma operação interna, um dia a dia que faça a gente ganhar jogos. Isso não é fácil”, pontuou o profissional do Laion.
REALIDADE NO FORTALEZA
A fala de Pedro Martins foi marcada pela franqueza ao abordar o fim das reservas financeiras de um clube que, até pouco tempo, era figura constante na elite do futebol brasileiro e em torneios continentais.
O CEO explicou que a aceitação desse novo patamar econômico é um processo doloroso para a torcida e para o quadro de funcionários e atletas. Para ele, o choque de realidade é inevitável após um ciclo de sete anos consecutivos figurando entre as principais forças da Série A.
“Alguns funcionários assimilam mais rápido, alguns jogadores assimilam mais rápido, mas outros sofrem um pouco mais para entender que essa é a realidade do Fortaleza da Série B. Não é uma realidade fácil de aceitar. Não é fácil para o nosso capitão, não é fácil para o nosso torcedor, não é fácil para aquele funcionário que está aqui há 15/20 anos, porque somos um clube que estava há sete anos na Série A. Como assim um clube estava na Série A tem que lidar com dívidas demais? Acabou o dinheiro? Acabou o dinheiro”, afirmou o dirigente do Tricolor.
GESTÃO E SOLUÇÕES
Apesar do tom de alerta, o executivo reforçou que o foco da gestão está em encontrar saídas criativas para honrar os compromissos do Leão. Martins destacou que o planejamento não visa necessariamente a transformação em empresa, mas sim uma estruturação interna capaz de gerar novos acordos e possibilidades de receita.
O momento atual exige, segundo ele, uma reinvenção completa da operação para que o clube consiga se sustentar durante a temporada.
“Mas nós estamos aqui para lidar com esse cenário. Estamos aqui para enfrentar a realidade, buscar soluções, buscar novas possibilidades financeiras, novos acordos. É pensar fora da caixa. Literalmente se reinventar. Não se trata de transformar o Fortaleza em uma empresa, é se organizar para poder cumprir os acordos”, finalizou Pedro Martins. A expectativa agora gira em torno de como essas medidas impactarão o rendimento da equipe dentro de campo na busca pelo retorno à primeira divisão.





































































































































