Ceni rebate Ney Franco: 'Por mim, estaria na rua há muito tempo'

Goleiro do São Paulo respondeu às duras críticas feitas pelo treinador

A “batalha” entre o técnico Ney Franco e o goleiro Rogério Ceni ganhou mais um capítulo, nesta quarta-feira. Após a derrota para o Kashima Antlers-JAP, por 3 a 2, o capitão do São Paulo disparou contra o ex-treinador.

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São Paulo, SP, 07 (AFI) – A “batalha” entre o técnico Ney Franco e o goleiro Rogério Ceni ganhou mais um capítulo, nesta quarta-feira. Após a derrota para o Kashima Antlers-JAP, por 3 a 2, o capitão do São Paulo disparou contra o ex-treinador, que o criticou duramente em entrevista ao jornal O Globo, na edição desta terça.

0002048093426 imgCeni entra em campo pela Copa SurugaFoto: Paurino Engo

“Eu não vi tudo direito. Não tenho muito o que falar do Ney Franco e nem acho que o momento cabe muito. Mas para vocês não ficarem sem nada, se eu tivesse toda essa influência que ele acha que eu tenho, ele estaria no olho da rua há muito tempo”, disparou Ceni.

Tentando minimizar as acusações feitas pelo técnico, Rogério Ceni se colocou um “status” de apenas funcionário do clube. Fato que ex-jogadores, como o meia Souza, hoje na Portuguesa, já contrariaram ao dizer que o goleiro tem grande influência sim dentro e fora de campo.

“Sou apenas um funcionário do clube. Eu não decido, eu não mando. Mas se eu tivesse condições de ter a influência que ele acha que eu tenho, ele já estaria longe há muito tempo. Não tenho mais nada para falar do Ney, faz parte do passado”, continuou.

Toda esta polêmica explodiu, nesta terça, quando O Globo publicou uma entrevista de Ney Franco. O treinador disse que o ídolo tricolor está mais “preocupado em quebrar marcas individuais” do que em atuar como um verdadeiro capitão, “participa da vida política do clube” e “mina” as contratações que não lhe agradam, a ponto de ter “fritado” Paulo Henrique Ganso e Lúcio.

“Ele extrapolou o limite. Até participa da vida política do clube, há uma disputa por seu apoio político”, afirmou Ney. “Em 2013, não tive nele o capitão de que precisava. Havia a preocupação de quebrar marcas individuais. Até em contratações: se chega um nome que é do interesse dele, ele fica na dele; se não é, reclama nos corredores. E isso chega aos contratados, como Ganso e Lúcio”, disparou Ney.