CBF se diz 'simpática' à Liga Sul-Minas-Rio, mas alfineta e ataca calendário
As datas apresentadas pela Liga batem com as das competições já em vigor no atual calendário
As datas apresentadas pela Liga batem com as das competições já em vigor no atual calendário
Campinas, SP, 20 (AFI) – Após desistir de dar o aval à Liga Sul-Minas-Rio, a CBF voltou a se dizer “simpática” à nova competição, mas não deixou de criticar a nova entidade nesta terça-feira. Para a CBF, o calendário apresentado pela Liga se choca com diversas outras competições, o que poderia prejudicar clubes e atletas.
A CBF não citou as datas – a Liga ainda não tornou público o seu calendário -, mas apontou conflito da nova competição com Estaduais, pré-Libertadores, Copa do Brasil e até Eliminatórias da Copa do Mundo, no próximo ano.

“Importante esclarecer que o calendário proposto originalmente, que tinha como premissa o respeito intransigente a ‘contratos e datas do calendário existente’, conforme ofício da Liga de 6 de outubro, apresentava em suas onze rodadas, dez datas sobrepostas a competições como Estaduais, pré-Libertadores, Libertadores, Copa do Brasil e Eliminatórias da Copa do Mundo”, criticou a CBF.
Apesar das críticas e da retirada do aval à competição, na segunda-feira, a CBF manteve o tom ameno ao questionar as datas da Liga. “Uma vez mais, a CBF manifestou simpatia pela ideia de realização daquela competição em 2016, sempre observados os critérios jurídicos, técnicos e administrativos em vigor”, declarou a entidade, em comunicado.
Em uma alfinetada na nova liga, a CBF afirmou que a competição deve seguir os passos da Copa do Nordeste. “Exemplo de sucesso, a Copa do Nordeste teve como fator preponderante a unidade, harmonia e perfeita distribuição de papéis entre clubes, federações e CBF”, registrou.
A CBF afirmou também que continua fazendo “esforço” para a realização da competição no próximo ano. E novamente criticou indiretamente a Liga Sul-Minas-Rio. “Todos os esforços para buscar a compatibilização das pretensões dos clubes foram e estão sendo realizados pela CBF, compreensiva da legítima busca por novas receitas financeiras. Contudo, esta postulação não pode operar-se a qualquer custo, ao arrepio da ordem jurídica, nem resultar em desarranjo do calendário nacional que, estável, consolidado e reconhecido pelo torcedor, se mostra economicamente eficaz e rentável para emissoras de TV, patrocinadores e clubes”, afirmou.





































































































































