CBF explica expulsão de Carrascal e apagão no VAR

Apesar das duas polêmicas, o Corinthians superou o Flamengo e levou o título da Supercopa do Brasil de 2026.

A CBF explicou as duas polêmicas durante a decisão da Supercopa Rei entre Flamengo e Corinthians, no Mané Garrincha, em Brasília.

Supercopa do Brasil - 2026
Memphis cita bastidores do Corinthians e exalta fase: 'Três títulos em um ano é muito'

Rio de Janeiro, RJ, 2 – A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou uma nota oficial na noite deste domingo, 1º, para explicar duas polêmicas durante a decisão da Supercopa Rei entre Flamengo e Corinthians, no Mané Garrincha, em Brasília.

A entidade explicou a expulsão de Carrascal, ocorrida quando o time carioca voltou do intervalo, sem motivo aparente, e confirmou que o VAR ficou fora do ar por cerca de 20 minutos no segundo tempo por causa de um apagão na energia.

Carrascal foi expulso quando o Flamengo se organizava no gramado para iniciar a etapa final. Antes mesmo do soar do apito, o árbitro Rafael Rodrigo Klein aplicou o cartão vermelho para Carrascal.

Tanto os jogadores quanto a comissão técnica do rubro-negro carioca ficaram sem entender o motivo da expulsão e o árbitro indicou que a decisão ocorreu pela análise do VAR, que viu agressão em Breno Bidon.

CHECAGEM NO INTERVALO

A CBF explicou que a checagem foi concluída quando os jogadores já haviam descido para o intervalo e que a Fifa autoriza a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo

“Neste procedimento, foi identificada evidência de conduta violenta envolvendo o jogador nº 15 do Flamengo (Carrascal) contra o jogador nº 7 do Corinthians (Breno Bidon), em lance ocorrido fora da disputa da bola e com o jogo parado“, diz trecho da nota divulgada pela CBF.

“Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva,
razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente.
Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a
identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão
para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta”,
explica o comunicado.

QUEDA DE ENERGIA

A entidade informou ainda que houve uma queda de energia elétrica em diversos setores do estádio, inclusive na cabine do VAR, durante o intervalo do jogo.

“O sistema de contingência (no-break) manteve a operação do VAR por aproximadamente 15 minutos. Como a energia na região não foi restabelecida prontamente a partida transcorreu sem o uso do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo“, diz a nota.

O Corinthians abriu o placar no primeiro tempo, com Gabriel Paulista, de cabeça. No período em que o VAR esteve fora do ar, o time alvinegro ampliou com Yuri Alberto, mas a arbitragem assinalou impedimento. O camisa 9 voltou a balançar as redes nos acréscimos e garantiu a vitória por 2 a 0 , após confirmação do VAR.

Ainda de acordo com a CBF, “a arbitragem cumpriu integralmente os protocolos internacionais, com comunicação aos capitães e aos treinadores das duas equipes” e “a Comissão de Arbitragem reforça que todas as decisões tomadas em campo seguiram rigorosamente as Regras do Jogo, sem qualquer prejuízo técnico ou esportivo à partida.”

Supercopa do Brasil - 2026
Mané Garrincha bate recorde de público na decisão. Foto: Rafael Ribeiro – CBF