Causos de Fauzi Kanso: Festas de Peão, até quando?
Campinas, SP, 7 (AFI) – As festas de peão, inspiradas nos circos de rodeio e que tomaram conta principalmente no interior Paulista, continuam, com apenas uma exceção, sendo realizadas em locais inapropriados e com infra-estruturas totalmente amadoras.
A única exceção a que me refiro é a cidade de Barretos, onde a festa é realizada em um enorme parque, fora da cidade, e com toda segurança aos apreciadores e turistas do País e Exterior que lá comparecem.
Em Barretos a festa tem duração de 10 dias. As pessoas podem ficar acomodadas nos hotéis da cidade e de todas as cidades vizinhas, inclusive em São José do Rio Preto. Também podem armar barracas e ficarem acampadas no próprio parque do peão.
O estádio, desenhado pelo arquiteto Oscar Niemayer, construído todo em concreto, onde ocorrem provas e os shows, é enorme, além de oferecer todas as condições de segurança e conforto aos presentes. Nenhuma outra cidade oferece tanto conforto e segurança. Cajamar, cidade próxima a São Paulo, está caminhando nessa direção.
Falta legislação
Em todas as festas, inclusive a de Barretos, não há legislação como existe nas partidas de futebol. Tudo é permitido: bebidas alcoólicas, em garrafas ou latas; não existe segurança oficial interna; não há revista preventiva na entrada; não há a obrigatoriedade de um posto médico e muito menos de ambulâncias de plantão.
No futebol a coisa é diferente: se houver um jogo entre Mogiana e Votuporanguense, onde não mais que 100 pessoas estarão presentes, acreditem, há necessidade de uma dezena de providencias necessárias para que a realização do evento seja autorizada.
Entre as principais eu destacaria: Alvará do Corpo de Bombeiros; Autorização da Polícia Militar, Contrato com algum hospital ou empresa particular para manutenção de um posto médico móvel e ambulâncias; Proibição de venda de bebidas alcoólicas, entre outros.
Na festa de peão tudo é permitido e nada é exigido. A polícia militar só atua na área externa; a venda de cervejas atende ao desejo do consumidor, em latas ou garrafas; o Alvará de Segurança emitido pelo Corpo de Bombeiros não se faz necessário. A prefeitura, bem a prefeitura se contenta com o recebimento do Imposto Sobre Serviços e o resto que se dane.
Para resolver o problema das mortes e outras ocorrências nas propaladas festas de peão só existe uma forma: que os seus organizadores tenham consciência do perigo que eles colocam as pessoas. Que deixem de ser mesquinhos e construam algo confortável e com o mínimo de segurança possível.
Aliás, em Campinas, a pedido de um vereador, tais festas foram proibidas porque, já no início de sua propagação, houve problemas e, felizmente, o mal foi cortado pela raiz. Jaguariúna, Americana e outras cidades que sigam o exemplo de Campinas caso os “empresários do rodeio” não venham a se enquadrar.
TIAGO P. BARATELLA
Com respeito a nota que dei sobre o treinador Pintado, que jogou pelo Bragantino e São Paulo, recebi uma mensagem extremamente técnica e elucidativa do leitor Tiago P. Baratella, que não citou a cidade em que reside que, creio, seja Bragança Paulista.
Tiago, manifestações como a sua nos agrada muito: matou a cobra e mostrou o pau. A sua correspondência foi enviada ao nosso Chefe de Redação, Elcio Paiola, que afirmou:
“O Tiago não só é bem informado como também é detalhista”.
Ainda sobre Pintado, com certeza, um fato que o prezado Tiago desconhece. Ao final da temporada de 1990, após a conquista do título paulista, quase Pintado ganhou mala do clube. Havia dúvida se ele agradaria ao novo técnico, Carlos Alberto Parreira.
Mas o destino conspirou a seu favor. Ele aceitou renovar contrato por um valor baixo para permanecer com a família em Bragança Paulista. Tanto que nem luvas recebeu. Por sorte, ganhou de Marquinho Chedid, atual presidente e diretor de futebol na época, um aparelho de televisão de 21 polegadas. Olha os detalhes: comprado na Casa Lìder, na Rua José Paulino, em Campinas. Marca? Philips.
Ainda usando as palavras do Editor, devo esclarecer que nossa coluna não tem por objetivo apenas informar, mas mostrar fatos curiosos ocorridos, daí o nome “Causos do Interior”. Ao leitor Tiago, meus agradecimentos e a certeza de estarmos abertos para outras manifestações.





































































































































