Catalá diz que é desumano jogar às 11 horas: 'Só vão mudar quando um cair duro'

No Brasil a gente só aprende quando erra. Foi assim com Serginho, no São Caetano.

No Brasil a gente só aprende quando erra. Foi assim com Serginho, no São Caetano.

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Catalá faz crítica

Catalá faz crítica

Belo Horizonte, MG, 3 (AFI) – O técnico do Guarani, Ricardo Catalá é mais um que engrossa o coro sobre as dificuldades e os riscos de se jogar no Brasil pela manhã, debaixo de forte calor. A reclamação é antiga, mas a situação ficou pior com a forte onda de calor que assola o país.

“Continuo achando que é desumano jogar futebol assim. No Brasil a gente só aprende quando erra. Foi assim com Serginho, no São Caetano. Um dia quando um jogador cair duro, daí eles vão decidir não fazer mais jogo às 11 horas da manhã”, comentou o técnico.

EMPATE NA ARENA
Neste sábado cedo, o Guarani empatou sem gols com o América-MG, na Arena Independência, pela 13.ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.

Martorelli: luta contra desde 2015

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Disputado debaixo de um calor em torno de 30 graus, o time mineiro foi melhor no primeiro tempo, porém, caiu demais na etapa final, justamente, sentindo o calor e o desgaste físico.

CLÁSSICO NO ENGENHÃO
No domingo, o clássico carioca entre Botafogo e Fluminense, pela 13.ª rodada do Brasileirão, vai ser disputado também neste mesmo horário. Este ‘novo horário’ foi adotado pela CBF em 2015 para atender interesses das empresas que transmitem os jogos para o exterior.

Para Rinaldo Martorelli, presidente da SAFESP, Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado de São Paulo, o técnico bugrino tem total razão em suas palavras.

“Nós estamos há anos brigando contra esta insensatez dos dirigentes. Realmente os jogadores estão expostos a condições agressivas para quem desenvolve uma atividade esportiva intensa”.