Cassino português? Polícia prende nove por jogo de azar no Canindé

Em inferno astral, Lusa virou manchete por mais uma notícia negativa

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São Paulo, SP, 25 (AFI) – O fundo do poço da Portuguesa, definitivamente, parece não ter fundo. Em crise financeira, rebaixada no tapetão e protagonista de um abandono de campo na estreia da Série B, a Lusa virou manchete por mais uma notícia negativa. Na noite desta quinta-feira, nove pessoas foram presas dentro do Canindé, acusadas de praticar jogos de azar.

0002048181498 imgCanindé virou Cassino Português?

De acordo com a polícia da Capital, foram presos em flagrante seis jogadores, uma croupier, um garçom e o organizador do jogo, que acabaram encaminhados aos 12º Distrito Policial do Pari. Foram apreendidos também R$ 2.050 em dinheiro, 670 dólares e vários cheques.

De acordo com o artigo 50 da Lei de Contravenções Penais, “estabelecer ou explorar jogo de azar em lugar público ou acessível ao público, mediante o pagamento de entrada ou sem ele: Pena – prisão simples, de três meses a um ano, e multa, de dois a quinze contos de réis, estendendo-se os efeitos da condenação à perda dos móveis e objetos de decoração do local”.

A questão da legalidade do pôker no Brasil, entretanto, gera muitas polêmicas. Existe uma corrente no judiciário que defende a legalidade da atividade em território brasileiro, sob o argumento de que na modalidade o vencedor não depende exclusivamente da sorte, mas também de técnicas e habilidade, assim como no futebol por exemplo.

O Ministério dos Esportes, no dia 26 de janeiro de 2012, reconheceu o Poker como esporte intelectual e registrou, oficialmente, a Confederação Brasileira de Texas Hold’em em seus quadros.

Independente do desfecho do caso, o fato é que a Portuguesa mais uma vez se mete em mais uma polêmica. Com dificuldades para contratar, o clube corre o risco de ser excluído da Série B, após se retirar do campo na estreia contra o Joinville. O árbitro relatou na súmula que houve abandono de campo.