Caso massagista: "A justiça foi feita", afirma o advogado do Tupi

O STJD definiu que o clube mineiro está classificado para às quartas de finais da Série D

A eliminação do clube goiano foi comemorado pelo advogado do Galo, Mario Bitencourt, que afirmou que a justiça foi feita.

Rio de Janeiro, RJ, 26 (AFI) – O Tupi está classificado para às quartas de finais do Campeonato Brasileiro da Série D. O “Caso Massagista” foi julgado nesta quinta-feira, em definitivo, pelo Tribunal Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e a decisão foi pela exclusão da Aparecidense da competição, o que já tinha sido votado em primeira instância. A eliminação do clube goiano foi comemorado pelo advogado do Galo, Mario Bitencourt, que afirmou que a justiça foi feita.

“A justiça foi feita. A decisão privilegiou o “fair play” e a competição . O tribunal está de parabéns. Foi 6 a 0 pela exclusão, a decisão foi unânime. Cinco relatores entenderam pelo artigo da FIFA e um pelo STJD, mas todos optaram pela a eliminação do clube goiano”, afirmou Mario Bitencourt.

O advogado comentou também sobre as possíveis datas em que os jogos diante do Mixto-MT serão marcados. Em seu entender, a partida de ida será marcada para o meio da próxima semana, enquanto que o de volta acontecerá no final de semana. A CBF deve anunciar as novas datas nos próximos dias.

A Aparecidense estuda ainda paralisar o campeonato. O próprio Marcio Bitencourt confirmou que cabe o recurso, mas como o caso demoraria para chegar até a Suíça a tendência é que o clube goiano deixe como está.

O Portal Futebol Interior acompanhou tudo de perto com o repórter Wellington Campos, enviado especial, no Rio de Janeiro.

Entenda o caso
No jogo de volta das oitavas de final da Série D, em Juiz de Fora (MG), entre Tupi e Aparecidense, que estava empatado por 2 a 2, o time mineiro estava prestes a marcar seu terceiro gol, que garantiria a classificação. Mas o massagista Esquerdinha, da Aparecidense, invadiu o campo e impediu que a bola cruzasse a linha do gol, aos 44 minutos do segundo tempo.

Depois de muita confusão, a partida foi reiniciada e os últimos minutos foram disputados. Como o resultado de 2 a 2 persistiu, a Aparecidense seria classificada. No entanto, o jogo ficou sub-júdice, ou seja, não teve seu resultado ratificado pelo departamento técnico da CBF. No julgamento, em primeira instância pelo STJD, o time goiano foi excluído da competição por três votos a um.

Alegando ter sido julgada em um artigo diferente do que o previsto pela lei, a Aparecidense entrou com um recurso exigindo novo julgamento, que foi feito nessa quinta-feira. Como o jogo foi disputado até o seu final, o time alegava que deveria ter sido enquadrado no artigo 243-A, como estava previsto inicialmente, com a realização de um novo jogo.

Mas o clube goiano foi enquadrado pela procuradoria do STJD no artigo 205, que acabou resultando na sua exclusão. Além disso, foram mantidas as multas quase simbólicas de R$ 500 (quinhentos reais) para o massagista e suspensão de 24 jogos. A Aparecidense foi multada em R$ 100 (cem reais). O árbitro daquele jogo polêmico, o baiano Arilson Bispo da Anunciação (BA) foi absolvido.