Caso Dagoberto tem mais uma surpresa

São Paulo, SP, 11 (AFI) – Apesar da palavra de seus advogados, que garantem que o jogador não tem mais vínculo com o Atlético-PR, o atacante Dagoberto ainda não pode se considerar livre para defender qualquer outra equipe do futebol brasileiro. Nesta terça-feira, a Justiça pediu novas garantias para liberar o atleta.

Na semana passada, o jogador apresentou um aval bancário no valor de aproximadamente R$ 5,4 milhões, que correspondem ao valor da atual multa contratual do atacante com o time do Paraná. A Justiça, no entanto, pede que o clube faça o pagamento em juízo e não somente apresente a garantia de que possui a quantia.

O dinheiro ficará sob guarda da Justiça até o julgamento do caso, que provavelmente ocorrerá apenas em maio. Caso a Jutiça libere do jogador nos próximos dias, após o depósito, ele poderá atuar pelo Tricolor antes mesmo da decisão final do caso.

O Atlético-PR terá que dividir o valor pago pela rescisão de Dagoberto com o PSTC, clube de Londrina que tem 50% dos direitos econômicos de Dagoberto. O atacante começou a carreira na equipe londrinense, em 1998, quando tinha 14 anos.

O técnico Muricy Ramalho continua desconfiado. “Eu sou como São Tomé. Eu espero ver para crer. Quando o Dagoberto estiver aqui, aí falarei sobre ele”, disse o treinador.

Dagoberto deve ser inscrito na segunda fase da Copa Libertadores da América e também no Campeonato Brasileiro, que começa logo após o término do Paulista, no qual o time comandado pelo técnico Muricy Ramalho já está classificado para as semifinais.

Antes de concentrar na fase decisiva, no entanto, o São Paulo encara o Marília, nesta quarta-feira, na cidade de Mogi Mirim, pela última rodada de classificação do torneio Estadual.