Caso Barretos: Gerente apresenta manifesto se eximindo de culpa

Presidente Miltão tenta fugir da responsabilidade por erro primário

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Barretos, SP, 25 (AFI) – O experiente Pinho, que nos anos 1960/1970 foi um atacante de destaque de vários times do Brasil e que depois se tornou um requisitado treinador, apresentou na tarde desta terça-feira uma manifesto sobre a situação do Barretos. Este foi o time que mais gastou na Série B Paulista (Segunda Divisão) e depois morreu na praia por uma falha administrativa primária, com a escalação de um jogador de forma irregular. Pinho até o último domingo ainda atuava como gerente de futebol do Barretos.

Depois de surgir a informação da escalação irregular do jogador Elvis, no dia 11 de outubro, em Barretos, no Estádio Fortaleza, na vitória do time da casa sobre o Olímpia, por 2 a 0, o arrogante presidente Milton Aparecido da Silva, o Miltão (na foto à direita ) está tentando esquivar-se da responsabilidade, tentando envolver Pinho como responsável pela primária irregularidade.

Esclarecimento
Em seu manifesto, Pinho esclarece que “é gerente técnico de futebol do Barretos e que não exercia funções administrativas, nunca tendo tido responsabilidade na confeccção dos contratos, muito menos, pelo controle da vigência dos contratos e que apenas entregava toda documentação dos jogadores à arbitragem nos dias de jogos”.

Pinho, em seu manifesto, também joga a responsabilidade na Federação Paulista de Futebol (FPF), dizendo que não foi avisado que o Barretos estava com algum jogador irregular.

Ocorre que a Federação Paulista de Futebol hoje é organizadíssima em assuntos desta natureza, sempre alertando quando consta um jogador na súmula que não esteja regular. O clube é avisado e, caso queira utilizar o atleta, a responsabilidade é total do clube que coloca o jogador em campo.

Afronta direto
Mas, na arrogância de quem acha que sempre está certo e que o dinheiro compra tudo, o Barretos afrontou o alerta da FPF e manteve o jogador Elvis no jogo contra o Olímpia. Resultado: Na próxima semana o Barretos será julgado e perderá seis pontos, deixando a vaga do acesso para a Série A3 com a Portuguesa Santista.

Pinho finaliza dizendo estar arrasado com o ocorrido e que nos quatro anos que atuou como gerente de futebol do Mirassol nunca teve qualquer problema. Pinho não tem mais interesse em retornar a Barretos, estando em sua casa na cidade de Bebedouro esperando novas propostas para continuar no futebol.

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Mala branca em Santos
A culpa do presidente do Barretos, Milton Aparecido da Silva, é tão evidente que no domingo o cartola teve a ousadia de mandar o mesmo Pinho levar uma premiação para o Olímpia vencer a Portuguesa Santista, em Santos. Assim, caso o Olímpia vencesse e o Barretos ganhasse do Capivariano, mesmo perdendo os seis pontos que perderá na próxima segunda-feira, o Barretos conquistaria o acesso.

Mas, a prepotência, a arrogância e a incompetência de Miltão foram engolidas pelo melhor futebol de Portuguesa Santista e Capivariano, que venceram seus jogos e em 2012 estarão no Campeonato Paulista da A3.

Resta a sociedade de Barretos, que sempre lotava o Estádio Fortaleza, saber punir o cartola Miltão, expulsando-o da diretoria do Barretos. Há quem sugera até um boicote nas suas lojas de materiais de construção.

A Prefeitura de Barretos também poderia seguir o exemplo e também não manter qualquer tipo de relação comercial com o presidente Milton Aparecido da Silva, aquele que administrou o dinheiro do empresariado barretense, montou o time mais caro de toda a Segundona para depois perder o acesso por um erro primário de registro de atleta.