Caskinha relembra eliminação na A2 e faz apelo pelo futuro do CAV

Após eliminação dolorosa na semifinal da Série A2, presidente do Votuporanguense analisa prejuízos, pede união e reforça planejamento para recolocar clube na elite.

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Votuporanga, SP, 12 (AFI) – Pela primeira vez desde a dolorosa eliminação para o Juventus-SP na semifinal da Série A2 do Campeonato Paulista, o presidente do Clube Atlético Votuporanguense, Edilberto Fiorentino, o Caskinha, se pronunciou publicamente sobre o desfecho da campanha e os impactos esportivos, emocionais e financeiros causados pela perda do acesso à elite estadual.

Visivelmente abalado, o dirigente destacou que a classificação para a Série A1 representaria muito mais do que uma conquista esportiva: seria também uma oportunidade estratégica de transformação financeira para o clube.

ACESSO FARIA DIFERENÇA NAS CONTAS

Segundo Caskinha, disputar o Paulistão significaria uma importante elevação nas receitas do Votuporanguense, com reflexos diretos em estrutura, patrocínio e projeção nacional.

“A Série A1 representaria uma receita importante, só em cota da Federação Paulista, além da possibilidade de atrair grandes patrocinadores, boas rendas e até abrir caminho para uma Série D no futuro”, afirmou.

A fala evidencia o peso econômico da oportunidade perdida, especialmente para um clube do interior que busca crescimento sustentável.

PRESIDENTE REBATE SUSPEITAS

Caskinha também utilizou seu pronunciamento para afastar rumores e especulações sobre qualquer falta de comprometimento da equipe nas partidas decisivas.

De acordo com o mandatário, o clube realizou mudanças logísticas e estruturais justamente para proporcionar o melhor cenário possível ao elenco.

“Mudamos logística, hotel em São Paulo, viajamos com antecedência e demos todo conforto possível aos jogadores. Infelizmente tivemos uma das piores apresentações justamente no jogo mais importante da nossa história.”

O dirigente classificou a atuação como um verdadeiro “apagão geral”, especialmente por contrastar com o desempenho competitivo apresentado desde a chegada do técnico Viola.

IMPACTO NA CIDADE E NA TORCIDA

Além da frustração esportiva, Caskinha ressaltou o envolvimento popular que a campanha gerou em Votuporanga, transformando o clube em símbolo de mobilização local.

“A cidade estava linda, vestindo nossas cores. Ver os olhos das crianças brilhando com a possibilidade do acesso foi algo muito especial.”

O relato reforça a dimensão social e emocional que o futebol interiorano representa para sua comunidade.

PREOCUPAÇÃO FINANCEIRA E PEDIDO DE APOIO

Sem calendário profissional para o restante da temporada, o presidente alertou para a necessidade de maior participação de empresários e torcedores no projeto esportivo.

“Futebol é paixão, mas também é extremamente caro. Nunca atrasamos salários ou premiações durante toda a competição. Precisamos que as pessoas estejam conosco desde o começo.”

A declaração mostra a preocupação com a sustentabilidade financeira do clube em um cenário sem divisões nacionais ou Copa Paulista.

BASE SERÁ PRIORIDADE

Apesar do encerramento das atividades profissionais em 2026, o Votuporanguense seguirá ativo com suas categorias Sub-15 e Sub-17 no Campeonato Paulista.

A base passa a ser peça central no planejamento para manutenção da estrutura esportiva e preparação para 2027.

FOCO NO RECOMEÇO

Caskinha assumiu responsabilidade pela frustração, pediu desculpas à torcida e reforçou que o clube seguirá trabalhando para buscar o sonho da elite estadual.

“Temos que seguir trabalhando, aprender com os erros e continuar acreditando. A derrota veio, as contas seguem e também seguimos querendo nosso acesso.”