Carpini havia chamado pra si supostos ônus e bônus do Guarani no Paulistão

Carpini havia chamado pra si supostos ônus e bônus do Guarani no Paulistão

Carpini havia chamado pra si supostos ônus e bônus do Guarani no Paulistão

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Antes do início do Paulistão o treinador Gilson Kleina, ora na Ponte Preta, tergiversou sobre pergunta que lhe fiz sobre preparação do time pré-competição, na Rádio Brasil-Campinas.

“Temos que dar um tempo para que as peças possam se encaixar nesta remontagem de equipe. Fisicamente também precisamos de algumas rodadas para que os atletas se condicionem em nível adequado”.

Aí retruco:

Tem equipes em plano aceitável nos jogos preparatórios. Por que o seu time não deveria estar em nível físico para acompanhar os demais?

A resposta foi um ‘enrolês’ que sequer carece de detalhamento.

ÔNUS E BÔNUS

Na mesma emissora, em dia que eu não estava no ar, fizeram a mesma pergunta ao treinador Thiago Carpini, do Guarani, e a resposta foi segura, curta e grossa.

“Confio plenamente neste time que estamos trabalhando. Sou o responsável pelo ônus e bônus”.

Quanta diferença!

Novato na função, Carpini estufou o peito e lançou o desafio, confiante em seu taco. Estava convicto que daquele mato sairia coelho, como se diz no jargão popular.

De Kleina, restou apenas a dádiva para agrupar bem as palavras, como se palestrante fosse.

E naquela conversa dele de resposta longas e inconclusivas, se transformou em agente de persuasão.

CONFIANÇA

Evidente que Carpini ainda tem longo caminho a percorrer para furar o cerco dos seletos treinadores do futebol brasileiro, mas o primeiro passo já deu: confiança naquilo que faz.

Segundo passo foi traçar organograma de etapas a serem vencidas.

Quando pegou o elenco bugrino desfigurado pós saída do treinador Roberto Fonseca, com infindáveis erros de passes, teve percepção que o remédio imediato para derrubar a temperatura daquele ‘paciente febril’ seria a prática de passes curtos e sem preocupação de acelerar o ritmo de jogo.

Aos poucos, com atletas recondicionados à confiança, já se pôde pisar um pouco mais no acelerador, com os devidos cuidados para se evitar volta ao estágio anterior.

E com uma jogada ensaiada aqui, outra acolá, o time aprendeu a se defender e construir resultados para escapar do inferno que se avizinhava, que era queda à Série C do Brasileiro.

CONTRATAÇÕES PONTUAIS

Para este Paulistão, apesar do orçamento apertado no Departamento de Futebol, Carpini avalizou contratações pontuais, com incidência positiva de acerto.

Essa convicção permitiu ousadia de chamar pra si a responsabilidade sobre suposto fracasso do time, embora a promessa inicial tenha sido não correr risco.

E quando ‘catedráticos’ do meio interpretavam que a estrutura do Corinthians e montanha de dinheiro à disposição do Bragantino os credenciariam às duas vagas do grupo, o Guarani se fez de azarão e surpreendeu com campanha que praticamente o coloca na segunda fase da competição.

COBIÇA

Logo, tem lógica a informação do companheiro Daniel Lessa, da Rádio Brasil, de que Carpini já foi sondado por equipe da Série A do Campeonato Brasileiro, para eventual transferência, mesmo que na condição de auxiliar-técnico.

Diante do cenário e da natural avaliação de que a contabilidade do Guarani não compete com forças expressivas do futebol brasileiro, fica a dúvida se Carpini termina o ano em Campinas.