Carpegiani se nega a dar coletiva na Ponte e é chamado de covarde pela Imprensa
Técnico repetiu a dose de Salvador, quando não foi à coletiva para explicar a derrota da Macaca
A decisão do técnico Paulo César Carpegiani, da Ponte Preta, de não dar entrevista e estar tratando a imprensa de Campinas como se fosse formada por profissionais sem qualificação, gerou revolta nos principais veículos de comunicação da cidade
Campinas, SP, 18 (AFI) – A decisão do técnico Paulo César Carpegiani, da Ponte Preta, de não dar entrevista e estar tratando a imprensa de Campinas como se fosse formada por profissionais sem qualificação, gerou revolta nos principais veículos de comunicação da cidade. O gaúcho já tinha feito isso, após a derrota de virada para o Vitória, por 3 a 1, em Salvador, e também repetiu a dose após a derrota, em casa, diante do Goiás, por 1 a 0. A Imprensa de Campinas o chamou de covarde.

“Não falar na coletiva é uma falta de respeito com o torcedor pontepretano. É uma covardia”, comentou Carlos Eduardo de Frietas, da Rádio Central de Campinas.
Coincidência ou não, é evidente a falta de respeito do técnico com a torcida da Macaca. E também, outra vez, a falta de pulso e comando da diretoria do clube, presidida por Márcio Della Volpe, cada vez mais submetida aos caprichos e prazeres do executivo de futebol Ocimar Bolicenho. Nos corredores do Majestoso todos já sabem que Carpegiani é daqueles que não ouve rádio, não lê jornal e nem navega na internet. Mas não pode desrespeitar a imprensa e a torcida.

Outra emissora que não deixou o fato passar em branco foi a Rádio Brasil de Campinas.
“Toda coletividade da Ponte Preta ficou sem explicação para mais uma derrota do time no Brasileirão. Isso é inadmissivel”, afirmou Claudinei Corsi, coordenador de esportes da Rádio Brasil.
Afinal de contas, na sua função caberia ele justificar tudo que aconteceu em campo, principalmente após mais uma derrota que deixou o time ameaçado pelo rebaixamento.
A revolta da Imprensa foi geral, nos vestiários e nas cabines do Majestoso. O depoimento mais contundente foi do radialista Valdemir Gomes.

“Ao não dar entrevista, o Paulo César Carpegiani não está sendo desrespeitoso em relação a imprensa, mas sim em relação ao torcedor da Ponte Preta. Contra o Fluminense, que ele foi importante e eu elogiei pois foi importante para o empate que a Ponte conquistou. E dai ele deu entrevista. O Carpegiani, que está rico e fazendo a Ponte Preta pagar R$ 40 mil para seu filho, deveria ter um respeito maior para esta massa pontepretano. Ele não está respeitando a história da Ponte Preta, a imprensa e os dirigentes que estão pagando ele rigorosamente em dia. O Carpegiani vive em um redoma de vidro e é diferente. Pena que ele é diferente para o pior”, comentou Valdemir Gomes, um dos mais coerentes comentaristas da cidade, ao microfone da Rádio Bandeirantes de Campinas (AM 1170).
RECUPERAÇÃO
A Ponte Preta agora vai ter que se recuperar no outro sábado à noite, de novo em Campinas, mas diante do vice-líder Cruzeiro.
Antes disso, a Ponte vai estrear na Copa Sul-Americana, um “sonho de consumo” da diretoria que abriu mão da Copa do Brasil. Na quarta-feira vai enfrentar o Criciúma, em Santa Catarina, às 21h50. Este horário já foi alterado duas vezes. É possível que, diante da situação delicada do time no Brasileirão, o técnico Carpegiani poupe algum jogador, o que seria uma situação irônica.
O jogo de volta com o Criciúma será na terça-feira, dia 27, em Campinas. Este confronto é eliminatório. Quem vencer em pontos avança. O saldo de gols vale como critério de desempate.





































































































































