Capitão Invisível? Entenda o status de Raphael Veiga no Palmeiras após lesão

Veiga é o maior artilheiro do Verdão no século e em finais, além de dono do recorde de gols no Allianz Parque (52).

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Veiga está no clube desde 2017, mas só se firmou como titular a partir de 2020. (Foto: Reprodução/SEP)

São Paulo, SP, 07, (AFI) – Raphael Veiga nem saiu do banco na vitória do Palmeiras sobre o Vasco, no último domingo, em Brasília, mas seu nome esteve em alta no pós-jogo. O meia, que se recupera de uma luxação no ombro, foi elogiado com entusiasmo por Abel Ferreira, que o definiu como um “capitão invisível” dentro do elenco alviverde.

PAPEL CRUCIAL

Mesmo sem o status de titular no momento, Veiga é visto como uma peça essencial nos bastidores. Segundo o treinador, o camisa 23 exerce forte influência sobre os mais jovens, ajuda na integração dos recém-chegados e mantém o padrão de exigência do clube mesmo fora das quatro linhas.

— Ele ajuda de muitas maneiras. É um capitão invisível. Já coloquei a braçadeira nele duas ou três vezes. Talvez seja o jogador que mais ajuda os nossos atletas a entenderem o que é o Palmeiras — afirmou Abel, ao justificar a permanência do meia mesmo diante de propostas do exterior.

Veiga está no clube desde 2017, mas só se firmou como titular a partir de 2020. De lá para cá, tornou-se um dos símbolos da era vitoriosa com Abel Ferreira: são 11 títulos, 345 jogos, 104 gols e 53 assistências. Ele também é o maior artilheiro do Verdão no século e em finais, além de dono do recorde de gols no Allianz Parque (52).

CONTEXTO COMPLICADO

Contudo, a fase atual é de recomeço. Após cair de rendimento e sofrer a lesão no ombro em abril, Veiga perdeu espaço. Durante sua ausência, o Palmeiras mudou a forma de jogar e viu nomes como Estêvão e Felipe Anderson assumirem protagonismo na armação. Ainda assim, a influência de Veiga é tamanha que o clube já adiantou conversas para estender seu contrato — que termina em março de 2027 — até o fim do mesmo ano.

— Ninguém é obrigado a estar sempre no topo. É normal o jogador passar por momentos de oscilação. Nosso papel é ajudá-lo para que volte o mais rápido possível ao seu melhor nível — completou Abel.

A diretoria do Palmeiras, por sua vez, deixou claro que não pretende negociá-lo. O meia é considerado um dos pilares do elenco para a disputa do Mundial de Clubes nos Estados Unidos, entre junho e julho, e deve ser preservado de qualquer movimentação no mercado.