Bugrino Davi foi rotulado de 'terror dos dérbis'
Bugrino Davi foi rotulado de 'terror dos dérbis'
Bugrino Davi foi rotulado de 'terror dos dérbis'
Há jogadores que por marcarem gols em dérbis campineiros já são incluídos na galeria de ídolos de seus respectivos clubes, mas o caso do baiano Davi, do Guarani (foto extraída do portal Que Fim Levou, de Milton Neves), difere por ter caído no agrado de seu torcedor por decidir dois dérbis, e ambos no Estádio Moisés Lucarelli.
Rasgaram-lhe elogios quando marcou o gol da vitória por 1 a 0 no dia 27 de outubro de 1974, aos 40 minutos do segundo tempo, em seu estilo habitual de bater forte na bola, com a canhota.
Foi em partida válida pelo Paulistão, com o saudoso Zé Duarte no comando do Guarani, que à época tinha essa formação: Tobias; Odair (Mauro Cabeção), Joãozinho, Amaral e Cláudio; Flamarion e Alexandre; Afrânio, Davi, Itamar (Alfredo) e Mingo.
VITÓRIA (BA)
Proveniente do Vitória da Bahia e recém-chegado ao Guarani, Davi havia estreado duas semanas antes do primeiro dérbi, no empate por 1 a 1 com o Juventus, em Campinas, na função de meia-esquerda, formando dupla de meio de campo com o saudoso volante Flamarion.
A camisa dez da época era alternada por Alfredo e Alexandre Bueno, o que implicou na escalação de Davi como ponta-de-lança, no lugar de Lola.
A rigor, o ataque bugrino era sistematicamente mexido naquele período. Amilton Rocha e Alfrânio se revezavam na ponta-direita. Mingo e Darcy igualmente na ponta-esquerda. Sérgio Lima e Clayton eram centroavante autênticos, mas por vezes chegaram a atuar juntos, e depois surgiu outro jogador da posição: Volnei.
Contudo, aquele gol de Davi no referido dérbi, e mais uma na partida subsequente, na vitória sobre o Noroeste por 2 a 1, em Bauru, serviram para que fosse efetivado com a camisa oito, até que na sequência acabou adaptado na ponta-esquerda.
ZIZA
A titularidade do improvisado Davi foi efêmera. Perdeu espaço com a chegada para a posição do hábil Ziza, que o Guarani foi buscar no Juventus, visando a temporada seguinte.
Coube então a Davi ser relacionado como opção entre os reservas, até que às vésperas do primeiro dérbi de 1975, mês de março, novamente foi escalado como ponta-de-lança, e mais uma vez repediu a sina de decidir contra o rival no Estádio Moisés Lucarelli: 1 a 0, gol dele.
A partir de então, Davi foi rotulado como ‘terror dos dérbis’, mas na prática, afora o chute forte e bem endereçado, pouco mais se poderia citar sobre o futebol dele, tanto que desconhece-se se foi bem-sucedido em outra agremiação.
Hoje, radicado em Poções, interior da Bahia, atua em escolinha de futebol e como comentarista de rádio.





































































































































