Brigatti comete erros primários na derrota de virada da Ponte Preta no dérbi

Thiago Carpini deu uma 'inventada' no primeiro tempo e Brigatti pecou nas trocas no segundo tempo do Dérbi

Brigatti comete erros primários na derrota de virada da Ponte Preta no dérbi

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Na vitória de virada do Guarani sobre a Ponte Preta por 3 a 2, os treinadores Thiago Carpini e João Brigatti, respectivamente, escreveram um capítulo à parte na noite desta segunda-feira, no Estádio Brinco de Ouro.

Como ambos abusaram do direito de errar quer em escalação, quer em troca de jogadores, Carpini foi mais bem-sucedido em substituições e deixou o gramado festejando a quebra de um tabu que se arrastava por oito anos. Assim ajuda a afundar a Ponte rumo ao rebaixamento do Campeonato Paulista.

Carpini inventou dobra de laterais pela direita ao escalar Cristóvão e deixar Pablo um pouco mais adiantado.

Raciocinou que poderia explorar o instável lateral-esquerdo Yuri da Ponte, mas na prática a cobertura no setor estava bem programada com Bruno Reis.

LUCAS ABREU

Outro vacilo foi definir Lucas Abreu como primeiro volante, em substituição a Deivid.

Claro estava que o adequado, na circunstância, seria o fortalecimento de marcação no setor com a escalação de Marcelo.

Assim, Abreu, Eduardo Person e Lucas Crispim, no cinturão de marcação, levavam desvantagem na criatividade de Zanocelo e João Paulo.

Com marcação bugrina afrouxada no meio de campo, a Ponte, com proposta inicial de apenas explorar contra-ataques, percebeu que poderia trabalhar a bola, levá-la ao ataque, e assim rondou a meta bugrina quatro vezes durante o primeiro tempo.

Primeiro com chute na trave de Zanocelo. Depois João Paulo travado em finalização. Incontinenti dois gols oriundos de bola área, em desdobramento de lances em cobranças de escanteios.

O zagueiro Alisson subiu sem marcação e abriu a contagem. Na sequência, imprudentemente o zagueiro Romércio colocou a mão na bola na disputa com Bruno Reis dentro da área, e Roger converteu o pênalti.

Sem criatividade e lento, o Guarani viveu naquele primeiro tempo de alguns lampejos do meia Giovanny, que exigiu defesa difícil do goleiro Ivan.

GOL IMPEDIDO

Evidente que o Guarani pressionaria a Ponte na tentativa de reverter situação adversa, e deu esperanças ao seu torcedores com a marcação do primeiro gol logo aos dez minutos, quando a arbitragem deixou de marcar impedimento de Lucas Crispim, que voltava na jogada. Aí, após ele acertar bicicleta, Júnior Todinho completou o lance.

Àquela altura era claro que o lado direito da defesa pontepretana estava sobrecarregado.

Zanocelo já não fazia recomposição, o que indicava opção por sacá-lo ou mantê-lo sem a obrigação inicial de marcar, desde que, com a saída do ineficiente Safira, o treinador procedesse a entrada do volante Darnley, para fechar o setor.

BRUNO RODRIGUES

Na prática Brigatti pensou em usar a velocidade de Bruno Rodrigues para puxar contra-ataques, e por isso colocou-o no lugar de Safira.

Na troca foi desconsiderado que Rodrigues, embora esforçado, não consegue dar continuidade às jogadas.

De prático a atuação dele se resumiu a um lance de lucidez, quando serviu João Paulo, que exigiu defesa difícil de Jefferson Paulino.

APODI

Brigatti conseguiu desarrumar de vez a cabeça da área pontepretana quando sacou Bruno Reis para colocar Apodi, fora de ritmo e com desobediente posicionamento mais adiantado.

Se já havia sobrecarga ao lateral-direito Jeferson, a pressão do Guarani implicou em envolvimento do volante Dawhan, e assim a meta pontepretana passou a ser ameaçada.

Naquele cenário, ao pressionar, o Guarani foi ameaçando, tanto que já poderia ter empatado quando Tallyson apareceu na cara do gol e chutou a bola pra fora.

Embora alternasse jogadas pelos dois lados do ataque, era pela esquerda que o Guarani mais ameaçava.

E foi em outra jogada por ali que chegou ao empate, com tabela de Tallyson e Todinho, até que a bola se oferecesse para Juninho, com chute indefensável para Ivan.

Naquela altura Juninho havia substituído Giovanny.

DESEMPATE

Por intuição dos jogadores bugrinos ou orientação de Carpini, o certo é que mais uma vez pela esquerda o Guarani chegou ao gol que provocou virada no placar, aos 43 minutos, através de Tallyson.

Desnecessária a mexida na defensiva pontepretana com saída de Yuri, que provocou deslocamento de Trevisan à lateral-esquerda e entrada do zagueiro Cléber.

Portanto, quando lhe perguntarem se treinador também perde jogo, lembre-se da falta de critério de Brigatti nas mexidas, e minimize Carpini de culpa, pois soube se redimir das incorreções iniciais.