Brigatti ainda não está pronto para assumir o elenco da Ponte Preta
Treinador interino ainda precisa agregar conceitos táticos
Brigatti ainda não está pronto para assumir o elenco da Ponte Preta
Há clamores, entre pontepretano, para que a diretoria do clube efetive o interino João Brigatti no comando técnico do elenco.
Brigatti fala a linguagem do torcedor, joga com o time naquele vaivém na área delimitada a treinadores, esgoela cantando as jogadas, e transmite indispensável confiante à boleirada.
Ótimo, são virtudes geralmente com respostas dos comandados no gramado.
O pré-jogo de Brigatti, na última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista, contra a Ferroviária em Campinas, foi com acerto parcial quando projetou resposta do lateral-esquerdo Orinho adiantado, na função de um meia, para arriscar o chute forte de média e longa distância.
Parcial porque deu ouvidos a uns e outros no clube que sugeriram a manutenção na equipe do fraco meia Léo Artur, sacado no intervalo daquela partida.
Rodar o elenco contra a mesma Ferroviária, só que em Araraquara, domingo passado, também foi válido, embora seja de conhecimento geral que a ‘reservada’ pouco acrescentaria no comparativo aos até então titulares.
CONCEITOS TÁTICOS
Gerou dúvida sobre os conceitos táticos de Brigatti quando acompanhou o estilo robotizado de treinadores que passaram pela Ponte, da obrigatoriedade de o atacante de beirada recuar para a marcação em qualquer circunstância.
Se Felipe Saraiva era senhor absoluto das jogadas ofensivas da Ponte no domingo passado, pelo lado esquerdo, o recomendável seria que o acionassem seguidamente, e que ficasse apenas no campo ofensivo.
Em circunstância como essa que o ‘olho clínico’ do treinador precisa funcionar, para criar outras alternativas de preenchimento de espaço, para acompanhar contínuos avanços do lateral adversário, caso de Diogo Mateus.
DESLOCAR VOLANTE
Um dos volantes da Ponte Preta, por exemplo, poderia ser adaptado ali, e assim o costado Diogo Mateus poderia ser explorado.
Pois Brigatti sacou Saraiva provavelmente porque não mostrava eficiência na marcação, e aí errou barbaramente.
Se é que há pessoas com conceitos táticos bem definidos no Departamento de Futebol da Ponte Preta, é natural a perda de pontos preciosos de Brigatti, ficando a imagem de que ainda precisa de preparo mais adequado.
Quem deve vir? Sei lá eu.
DORIVA
O certo é que os dirigentes não devem ficar refém de parte da torcida, contrária à volta do treinador Doriva.
Confesso que não tenho avaliação definida sobre Doriva, apesar da passagem convincente pela Ponte Preta.
O fato de ter abandonado o barco é a coisa natural no atual estágio do futebol, com prevalecimento do profissionalismo.
Ora, se recebeu proposta substancialmente vantajosa, era natural que aceitasse.
Profissional do futebol não se norteia por apego ao ambiente de trabalho e sentimentalismo.
Se é que houve erro de Doriva naquela ocasião, foi de se considerar em estágio de grande clube, quando na prática precisa agregar conceitos diante de obstáculos maiores.
Venha quem vier, que participe da remontagem desse elenco mal avaliado pela dupla Eduardo Baptista e Gustavo Bueno, que já se desligou do clube.





































































































































