Briga na Colina: Eurico promete acabar com farsa da eleição
Rio de Janeiro, RJ, 22 (AFI) – Nem a partida entre Vasco da Gama e Palmeiras foi tão aguardada quanto a coletiva do presidente Eurico Miranda, sobre a polêmica criada com a nova eleição realizada no clube sábado, por determinação da Justiça. A chapa da Oposição, liderada por Roberto Dinamite, venceu a disputa para eleger 120 conselheiros, contra 30 conselheiros da chapa da Situação.
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Coletiva sem atrapalhar o time
“Vou repetir. Eu fiz questão de não dar nenhuma entrevista sobre o assunto dessas eleições, antes do jogo, para não causar qualquer tipo de problema para o time de futebol. A gente tem procurado evitar que o time de futebol seja atingido por toda essa situação, que já perdura há algum tempo”.
Eleição foi uma farsa
“Mas vou iniciar dizendo o seguinte. Essa eleição foi uma farsa. Por que foi uma farsa? Essa foi uma farsa porque foi uma eleição para se ter uma ocupação do poder. Tenho que deixar muito claro e mostrar o que foi essa eleição. Começou com o poder mais importante do Vasco, que é o Conselho de Beneméritos do Vasco, que decidiu que a eleição teria que se realizar, seja ela qual fosse, dentro do Estatuto do clube. O que aconteceu, na verdade, é que o Estatuto do Vasco, que é o mais importante para o Vasco, foi rasgado”.
Poucos participantes
Temos a demonstração do resultado dessa eleição, que foi uma eleição historicamente com o menor número de participantes em uma eleição do Vasco, e que foi rejeitada pelo quadro social, que não compareceu à eleição. Quando uma parte, que conduziu uma eleição especificamente dirigida para eles, contatou, conclamou aqueles que iriam apoiar essa chapa, e tiveram esse resultado pífio. Foi uma eleição que os nomes de prestígio do Vasco também rejeitaram. As pessoas que têm efetivamente serviços prestados a esse clube, não participaram disso. O Conselho de Beneméritos decidiu que a eleição só poderia se processar dentro do Estatuto do Vasco. A Chapa Azul não participou da eleição porque a eleição foi conduzida fora do Estatuto do Vasco, e até fora da sentença judicial, que determinava que fossem observados os artigos do Estatuto do Vasco. Isso não foi feito.
Tribunal fez história
“O TRE [Tribunal Regional Eleitoral], pela primeira vez na história do Vasco, participou de uma eleição. A pedido de quem? De uma parte, não a pedido do Vasco. Uma interferência indevida. Todo aquele aparato que foi preparado, ou prepararam, sem nenhuma participação do Vasco. O Vasco não foi, em nenhum momento, intimado oficialmente para que tomasse qualquer providência, fizesse… Muito pelo contrário. 24 horas antes, recebeu uma intimação judicial para abrir a Sede do Calabouço. Foi a única intimação que o Vasco recebeu. E a cumpriu. Abri a Sede do Calabouço por essa determinação”.
Promessa de fazer tudo pela anulação
“Quero deixar muito claro o seguinte. Eu, como presidente do Vasco, vou fazer tudo que for possível para anular esta farsa, em defesa dos interesses, exclusivamente, do Vasco. Não me move outro interesse, senão defender os interesses do Vasco. Desde já, afirmo o seguinte. Eu não serei candidato dentro desta farsa. Não serei candidato. Mas posso dizer que o Conselho de Beneméritos do Vasco, que é o maior poder, terá também a minha participação se, em último caso, efetivamente, tiver que ser realizado essas eleições para presidente, que eu já disse que, tendo que se realizar, não serei candidato. Não tenho dúvida nenhuma que os beneméritos do Vasco vão escolher um candidato e esse candidato venha a participar dessa eleição. Em nenhuma hipótese serei eu”.
Atingido como vascaíno
“Fiquei, na verdade, atingido como vascaíno. Toda a minha vida no Vasco foi de respeito ao Vasco e de defesa, que nós, vascaínos, decidimos os nossos destinos sem nenhuma interferência externa. Os vascaínos decidem o seu destino. Toda a minha vida de Vasco foi pautada por isso. Realmente, para mim, me doeu demais me ver… Macularam, ultrajaram a imagem do Vasco. Isso me levou a tomar uma decisão de não ser candidato, em nenhuma hipótese. Mas asseguro que vou fazer todo o possível para que o Conselho de Beneméritos do Vasco apresente um candidato, se eu não conseguir anular essas eleições, como vou tentar”.
Tentativa de golpe
“Pelos pontos que eu já disse, foi uma tentativa de golpe, de fora para dentro. Uma chapa não participou da eleição. Não concordo, em nenhuma hipótese, com esse processo irregular. Essa é a afirmação que eu queria dar a vocês [repórteres] oficialmente. Amanhã devo divulgar uma nota oficial. Mas para que não haja especulação, não diga uma coisa e outro diga outra, em síntese é o seguinte. Vou fazer tudo para anular essa farsa, tudo que me for possível, que é a minha obrigação, como presidente do Vasco. Não serei candidato dentro desse processo irregular, mas não tenham dúvida que o Conselho de Beneméritos do Vasco vai apresentar um candidato. Os beneméritos, as figuras mais importantes desse grupo, não tenham dúvida de que irão apresentar um candidato se… Porque continuo acreditando na Justiça e que essa farsa não pode perdurar”.
Comparações são importantes
“É só fazermos comparações, que vamos ver. Dizem que a eleição passada foi fraudada. Como? Pode ter mais fraude do que essa? Pode ter mais fraude do que você não poder votar com o documento mais importante de uma eleição, como determina o Estatuto, que é a carteira social? Quando sócios lá foram, com a sua carteira social, e foram impedidos de votar porque tinham que apresentar documento de identidade? Pode se concordar com uma eleição que não se sabia se os sócios estavam regulares com o clube ou não? Se fraude existe, existe nessa eleição, quando sócio em situação irregular no clube votou simplesmente porque estava na lista, quando a sentença diz que tinha que ser dentro do Estatuto e com sócios regulares. Acho que fui bem claro e disse a todos qual é a posição da presidência do Vasco, da sua diretoria.”
Não quer ser candidato
“Tenho a minha posição pessoal em não ser candidato, mas isso tudo é referendado pela diretoria do clube, pelo Conselho de Beneméritos, que não participou da eleição. Repito. Esta foi uma farsa, uma eleição de ocupação do poder, de fora para dentro. Foi de fora para dentro. Tenho certeza que as pessoas de responsabilidade no Vasco vão impedir esse golpe. Aqueles que têm responsabilidade no Vasco assumiram um compromisso com o quadro social, em respeito também à rejeição do quadro social do Vasco a essa ilegalidade. Vamos tentar impedir que isso venha a se concretizar no Vasco. Era isso que eu tinha a dizer”.





































































































































