Briga e ônibus apedrejados marcam epopeia da torcida da Ponte
Grupo trocou socos e colocou argentinos para correr em frente ao Obelisco
Talvez influenciados pela onda de protestos contra o governo da presidente Cristina Kirchner nos últimos dias, os “hermanos” trocaram a simpatia pela hostilidade. Houve até conflitos entre alvinegros e argentinos.
Campinas, SP, 13 (AFI) – Há pouco mais de um mês o clima de paz reinou na passagem dos torcedores da Ponte Preta para o histórico duelo contra o Vélez Sarslfield-ARG. Nesta semana, porém, o ambiente encontrado pelos pontepretanos em Buenos Aires foi totalmente diferente. Talvez influenciados pela onda de protestos contra o governo da presidente Cristina Kirchner nos últimos dias, os “hermanos” trocaram a simpatia pela hostilidade. Houve até conflitos entre alvinegros e argentinos.
Torcedores se concentram no Café de La CiudadFoto: Ariovaldo Izac/Agência FIJá na madrugada de terça-feira os noticiários argentinos noticiavam a onda de saques em 16 das 24 províncias do país, motivados pelas greves dos policiais. Enquanto isso, alheios aos problemas financeiros vividos no local, pontepretanos se embebedavam no bar Café de La Ciudad, à frente a um dos cartões postais da capital portenhas, o Obelisco.
Até o presidente Márcio Della Volpe, o diretor social Giovanni Dimarzio e outros membros da diretoria e comissão técnica se juntaram ao grupo para fechar a noite com uns goles da tradicional cerveja Quilmes.
Nos arredores da ‘concentração’ dos alvinegros, milhares de pessoas transitavam com bandeiras de protestos, realizados na Plaza de Mayo, em frente à Casa Rosada. A maioria passou pelos pontepretanos sem esboçar muita reação e alguns chegaram até a acenar.
Um grupo, porém, não passou despercebido. Em frente ao bar, cerca de 15 argentinos, um deles com a camisa do Lanús-ARG, passaram provocando os brasileiros. E a resposta veio no mesmo tom.
O grupo se foi, mas logo voltou atirando pedras em direção aos pontepretanos. Surpreendidos com a agressão inesperada, os alvinegros responderam novamente, desta vez com pedras e garrafas.
Foi o estopim para que uma troca de socos se iniciasse bem de frente ao Obelisco. Pedras, garrafas e cavaletes viraram armas na curta batalha, que se encerrou quando os argentinos correram e os policiais invadiram. Não houve registros de feridos graves ou prisões.
Chegada ao estádio foi tensa para alguns ônibusFoto: Arivaldo Izac
Caravana na Argentina
Na tarde seguinte, a correria para garantir o lugar na caravana de 20 ônibus que saiu da Avenida 9 de Julho foi intensa. No meio da tarde, um comboio com 16 ônibus embarcou escoltado rumo à Lanus (que fica a cerca de 20 minutos do Centro).
Por conta de atraso na chegada dos quatro ônibus restantes, um grupo acabou saindo com atraso de mais de uma hora e sem escolta. Não bastavam o estado deplorável dos veículos e o trânsito caótico, os torcedores ainda sofreram com as agressões durante o caminho.
Antes mesmo de chegar a Lanús, um dos ônibus foi alvo de pedradas. Uma delas acabou ferindo um pontepretano, que teve um corte profundo no braço. Nas proximidades da Estádio La Fortaleza, novamente o grupo sem escolta foi presenteado com novas pedradas.
Em meio a vidros quebrados, todos terminaram a tensa viagem no chão, a fim de evitar novos acidentes. Apesar de todos os incidentes, o clima de euforia não foi abalado. Não pelo menos até o Lanús começar a construir sua vitória no primeiro tempo.





































































































































