Brasileiro, ex-Flamengo, é suspenso por 120 dias pelo STJD mesmo jogando no Japão
O caso é curioso e incomum, mas abre precedente perigoso para os clubes caloteiros por causa do flair-play financeiro
O caso é curioso e incomum, mas abre precdente perigoso para os clubes caloteiros por causa do flair-play financeiro
Rio de Janeiro, RJ, 8 (AFI) – Um fato curioso e incomum. Mesmo atuando no Japão um atacante brasileiro foi suspenso por 120 dias pelo STJD – Superior Tribunal de Justiça Desportiva – do Rio de Janeiro.
É o meia-atacante Gabriel, ex-Flamengo e Sport, e que defende o Kashiwa Reysol, atualmente líder do Campeonato Japonês da Segunda Divisão. O irônico é que a punição é por causa da falta de recolhimento de uma taxa de apenas R$ 2 mil.
O time japonês, porém, não será prejudicado com a medida tomada pelo STJD. A suspensão só vale dentro de competições nacionais, portanto, ele vai cumprir a punição quando voltar a algum clube brasileiro. Como a decisão é em primeira instância, ainda cabe recurso.
Gabriel, de 29 anos, foi revelado pelo Bahia, mas teve uma grande fase no Flamengo entre 2013 e 2017. No ano seguinte foi emprestado ao Sport, indo para o Japão em janeiro de 2019 por indicação do técnico Nelsinho Baptista. O seu atestado liberatório ainda está preso ao clube carioca.
DENÚNCIA ABRE PRECEDENTE
Gabriel foi punido na sessão de terça-feira da Segunda Comissão Disciplinar após ter sido enquadrado no artigo 233 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva – CBDF. E tudo por um motivo banal, provavelmente por falta de orientação ou descuido. Ele deixou de recolher uma taxa de R$ 2 mil.
Este valor é referente a custos processuais referentes à denúncia de infração que ele fez contra o Sport Recife, por falta de pagamento, dentro do que a legislação qualifica de ‘fair-play financeiro’.
SALÁRIOS ATRASADOS
Ele cobrou do Sport um total de R$ 900 mil referentes a salários de agosto a dezembro do ano passado. Não houve acordo no pagamento e o Sport acabou penalizado no STJD com a perda de três pontos no Campeonato Brasileiro de 2018 e o pagamento de multa simbólica de R$ 4,5 mil.
Mas foi aberto um precedente perigoso para os outros clubes que não cumprem com suas obrigações com seus atletas.
NELSINHO É LÍDER
O Kashiwa Reysol é dirigido pelo brasileiro Nelsinho Batista, que tem a carreira mais duradoura no Japão como técnico, por 15 anos somados vários períodos de sua permanência por lá.
O técnico, inclusive, está perto de repetir um feito já ocorrido na década passada, quando também recolocou o Reysol na elite japonesa.
O clube é tradicional, foi rebaixado ano passado e agora é apontado como favorito pela ficar com uma das duas vagas de acesso – para o campeão e vice-campeão.





































































































































