Brasil desafia tabu contra europeus na Copa diante da Noruega
A última vitória verde-amarela contra um rival do Velho Continente em mata-mata aconteceu na histórica final de 2002, contra a Alemanha
O Brasil busca quebrar um tabu de 24 anos sem vencer uma seleção europeia em confrontos eliminatórios de Mundiais
Campinas, SP, 02 (AFI) – A Seleção Brasileira entra em campo no próximo domingo (05), às 17h (horário de Brasília), com a missão de superar um incômodo fantasma que assombra o país há mais de duas décadas.
No duelo decisivo contra a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, no MetLife Stadium (Nova York/Nova Jersey), o Brasil busca quebrar um tabu de 24 anos sem vencer uma seleção europeia em confrontos eliminatórios de Mundiais.
A última vitória verde-amarela contra um rival do Velho Continente em mata-mata aconteceu na histórica final de 2002, no Japão, quando o Brasil derrotou a Alemanha para conquistar o pentacampeonato.
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RETROSPECTO RUIM
Desde o título na Ásia, todas as quedas da Seleção Brasileira em Copas do Mundo ocorreram diante de adversários europeus. O retrospecto recente pesa na bagagem emocional do elenco profissional, que tenta apagar o histórico de decepções acumuladas nos últimos ciclos da FIFA:
- 2006: França (Quartas de final)
- 2010: Holanda (Quartas de final)
- 2014: Alemanha (Semifinal) e Holanda (Disputa de 3º lugar)
- 2018: Bélgica (Quartas de final)
- 2022: Croácia (Quartas de final)
Apesar do jejum recente, o balanço histórico geral do Brasil contra europeus em fases agudas ainda é amplamente favorável. Em toda a história da competição, foram 17 vitórias brasileiras, nove derrotas e cinco empates (com duas classificações e duas eliminações decididas nas penalidades máximas).
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FATOR ANCELOTTI
Para espantar de vez esse retrospecto negativo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aposta em uma arma vinda do próprio continente rival: o técnico italiano Carlo Ancelotti.
Amplamente consagrado no futebol europeu por sua capacidade de pulverizar gigantes em mata-matas da UEFA de clubes, o experiente comandante busca seu primeiro título de expressão dirigindo uma seleção nacional e destacou o amadurecimento do grupo:
“Estou feliz porque, desde o primeiro jogo, a equipe evoluiu muito. Agora estamos sólidos, e isso é o mais importante. Em jogos de mata-mata, a solidez é fundamental”, declarou o treinador italiano.
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