Brasil tem o 39º melhor aproveitamento pós-2022 entre as 48 seleções da Copa

Entre os países campeões mundiais e os cabeças de chave, o Brasil aparece com o pior desempenho

O índice coloca a equipe na 39ª posição entre as 48 seleções já classificadas para o Mundial de 2026.

Brasil tem o 39º melhor aproveitamento pós-2022 entre as 48 seleções da Copa (Foto: @rafaelribeirorio / CBF)
Brasil tem o 39º melhor aproveitamento pós-2022 entre as 48 seleções da Copa (Foto: @rafaelribeirorio / CBF)

Campinas, SP, 02 – O Brasil vive um ciclo irregular desde a Copa do Mundo de 2022. Segundo levantamento da plataforma Superscore, que analisou partidas oficiais e amistosos disputados desde 2023, o Brasil soma apenas 52,4% de aproveitamento no período. O índice coloca a equipe na 39ª posição entre as 48 seleções já classificadas para o Mundial de 2026.

O cenário chama atenção não só pela posição, mas pelo recorte histórico: entre os países campeões mundiais e os cabeças de chave, o Brasil aparece com o pior desempenho. No topo da lista está a Argentina, atual campeã do mundo, com 83,8% de aproveitamento no mesmo intervalo.

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O rival albiceleste é seguido por seleções como Marrocos (82,4%), Espanha (81,2%) e Japão (80,2%). Na outra ponta, equipes como Gana, Paraguai e Bósnia e Herzegovina aparecem com os piores índices.

O Brasil, com seus 52,4%, figura na parte inferior da tabela, superando apenas nove seleções classificadas para o Mundial, como Escócia, Catar e Nova Zelândia.

Brasil tem o 39º melhor aproveitamento pós-2022 entre as 48 seleções da Copa (Foto: @rafaelribeirorio / CBF)
Brasil tem o 39º melhor aproveitamento pós-2022 entre as 48 seleções da Copa (Foto: @rafaelribeirorio / CBF)

BRASIL VIVE INSTABILIDADE APÓS O CATAR

A campanha brasileira no ciclo pós-Copa tem sido marcada por mudanças frequentes no comando técnico e resultados oscilantes. Desde 2023, a seleção foi dirigida por quatro treinadores diferentes: Ramon Menezes (interino), Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti, que assumiu a equipe na segunda metade de 2025.

Nesse período, o Brasil disputou 35 partidas, com 15 vitórias, 10 empates e 10 derrotas. O saldo de gols também reflete a irregularidade: foram 58 marcados e 39 sofridos.

COMPARAÇÃO COM RIVAIS SUL-AMERICANOS

Entre as seleções da América do Sul, que enfrentaram adversários semelhantes no período, o Brasil aparece atrás de quatro equipes:

– Argentina – 83,8%

– Colômbia – 66,7%

– Equador – 56,8%

– Uruguai – 55,3%

A posição reforça a dificuldade da seleção em manter consistência competitiva desde a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo do Catar, quando caiu para a Croácia.

Além da queda de rendimento nos amistosos e nas Eliminatórias, o Brasil teve desempenho abaixo do esperado em competições oficiais. Na Copa América de 2024, a equipe foi eliminada nas quartas de final pelo Uruguai.

Já nas Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial de 2026, terminou na quinta colocação, com 28 pontos, atrás de Argentina (39), Equador (29), Colômbia (28) e Uruguai (28).

O desempenho atual contrasta diretamente com o ciclo anterior à Copa de 2022. Sob o comando de Tite, a seleção disputou 50 jogos entre 2019 e 2022, com 37 vitórias, 10 empates e apenas duas derrotas, alcançando 80,7% de aproveitamento.

Naquele período, o Brasil foi líder das Eliminatórias, conquistou a Copa América de 2019 e terminou como vice na edição de 2021, evidenciando um nível de consistência que ainda não foi repetido no atual ciclo.

RANKING DE APROVEITAMENTO DAS SELEÇÕES CLASSIFICADAS PARA A COPA (2023-2026):

1º – Argentina – 83,8%

2º – Marrocos – 82,4%

3º – Espanha – 81,2%

4º – Japão – 80,2%

5º – Senegal – 75,4%

6º – Irã – 74,4%

7º – Argélia – 74%

8º – Portugal – 72,8%

9º – Inglaterra – 72,6%

10º – França – 71,9%

11º – Áustria – 70,4%

12º – Uzbequistão – 69,7%

13º – Colômbia – 66,7%

14º – Austrália – 66,7%

15º – Costa do Marfim – 66%

16º – Noruega – 65,6%

17º – Egito – 65,3%

18º – Croácia – 64,8%

19º – Coreia do Sul – 64,3%

20º – Holanda – 63,2%

21º – Alemanha – 62,4%

22º – Turquia – 62,2%

23º – Bélgica – 62%

24º – República Tcheca – 61,9%

25º – RD do Congo – 61,6%

26º – Iraque – 60,4%

27º – Tunísia – 60,1%

28º – México – 59,3%

29º – Haiti – 58,8%

30º – Suécia – 58,1%

31º – Panamá – 57,2%

32º – Canadá – 57,1%

33º – Equador – 56,8%

34º – África do Sul – 55,9%

35º – Estados Unidos – 55,8%

36º – Uruguai – 55,3%

37º – Suíça – 55%

38º – Cabo Verde – 53,2%

39º – Brasil – 52,4%

40º – Jordânia – 51,3%

41º – Nova Zelândia – 50%

42º – Arábia Saudita – 48,8%

43º – Catar – 48%

44º – Curaçau – 47,9%

45º – Escócia – 45,7%

46º – Paraguai – 43,8%

47º – Gana – 41,7%

48º – Bósnia e Herzegovina – 35,5%

Marina Borges