Brasil 2 (5) x 2 (4) Uruguai - Doni classifica o Brasil

Maracaibo, Venezuela, 11 (AFI) – O Brasil está na final da Copa América. Após um empate por 2 a 2 no tempo normal das semifinais da competição continental, o time de Dunga venceu o Uruguai nos pênaltis por 5 a 4, com duas defesas de Doni, a segunda delas no pênalti decisivo, cobrado por Lugano. O goleiro brasileiro se adiantou na cobrança, mas o árbitro fingiu que não viu nada.

É a segunda vez seguida que o Brasil vence o Uruguai nas semifinais da Copa América, pela segunda vez nos pênaltis. Agora, a Seleção espera o vencedor de Argentina e México, que se enfrentam nesta quarta-feira, na outra semifinal.

O jogo foi bem disputado durante os 90 minutos. O empate foi justo, mas o Brasil perdeu uma boa chance de não precisar da disputa por pênaltis. Felizmente, Doni salvou o Brasil. Quem diria!

Emoção
Apesar do excesso de volantes em campo, tanto pelo lado brasileiro, quanto pelo lado uruguaio, os dois times criaram diversas chances de gol. O primeiro tempo, porém, foi dividido em duas partes: antes do apagão e depois do apagão.

Antes do apagão, o Brasil dominou totalmente a partida, fazendo boas jogadas e chegando com perigo ao gol do uruguaio Carini. Com isso, o gol não demorou para acontecer.

Aos 12 minutos, após ótima trama do ataque brasileiro, Vágner Love fez um lindo corta-luz. A bola sobrou para Mineiro, que encheu o pé. O goleiro Carini defendeu, mas, no rebote, Maicon mandou para o fundo das redes.

O Brasil caminhava a passos largos para a vitória, já que estava melhor em campo. No entanto, um apagão mudou o destino da partida.

Apagou geral
Aos 14 minutos, uma das torres de iluminação do estádio se apagou. Com isso, o jogo ficou parado por 13 minutos. Na volta, o Brasil passou a ser dominado pelo Uruguai, que criou uma chance após a outra.

Doni, incrível, fez ótimas defesas. A mais bonita dela veio aos 40 minutos. Forlán dominou na área e mandou um lindo chute, no ângulo esquerdo. Doni pulou e, de mão trocada, mandou para escanteio.

Se nessa o goleiro salvou, em outra não teve tanta chance. Aos 48 minutos, após cobrança de escanteio mal rebatida por Doni, Forlán chutou de primeira e empatou o jogo.

Apesar da pressão uruguaia, o Brasil conseguiu sair do primeiro tempo com a vitória. Aos 52 minutos, Maicon bateu falta da direita. A zaga uruguaia falhou e Júlio Baptista conferiu, mandando a bola para o fundo das redes: 2 a 1 e final de jogo.

Empate
O segundo tempo foi totalmente morno. O Uruguai, que precisava da virada, ou pelo menos do empate, não conseguia muitas jogadas de ataque.

O Brasil, tranqüilo com a vitória, saía pouco para o ataque, mais preocupado em segurar o resultado do que marcar mais um gol.

No jogo morno, o Uruguai conseguiu o empate. Aos 24 minutos, após bobeira da zaga brasileira, Forlán tocou de cabeça para o meio da zaga e Abreu mandou para as redes: 2 a 2.

Após o empate, o Brasil não conseguiu criar chances claras de gol. Com isso, o jogo foi diretamente para os pênaltis.

Nas cobranças, Robinho, Juan, Gilberto Silva e Diego fizeram para o Brasil. Pelo Uruguai, C. Rodriguez, Scotti, Gonzáles e Abreu fizeram. Na primeira série, Afonso e Forlán perderam. Nas cobranças alternadas, Fernando perdeu a primeira, mandando na trave. Na seqüência, Garcia mandou na trave, perdendo a chance de fechar a série.

Na segunda série alternada, Gilberto marcou para o Brasil. Lugano cobrou para o Uruguai e Doni defendeu, dando a classificação para a Seleção.

Ficha Técnica

Brasil 2 x 2 Uruguai

Local: Estádio José Encarnacíon ‘Pachencho’ Romero (Maracaibo, Venezuela)
Data: 10/07/2007
Árbitro: Oscar Ruiz (Colômbia)
Cartões amarelos: Scotti, Rodriguez e Pérez (Uruguai). Gilberto, Gilberto Silva e Fernando (Brasil)
Gols: Maicon, aos 12’/1T e Júlio Baptista, aos 53’/1T (Brasil). Forlán, aos 49’/1T e Abreu, aos 24’/2T (Uruguai)

Brasil
Doni; Maicon, Alex, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Mineiro, Josué (Fernando) e Julio Baptista (Diego); Robinho e Vágner Love (Afonso).
Técnico: Dunga.

Uruguai
Carini; Fucile, Lugano e Scotti; Garcia, Dario Rodrigues (Abreu), Perez (Gargano), Pereira e Cristhian Rodríguez; Forlán e Recoba (González).
Técnico: Oscar Tabárez.