Botaram o São Paulo lá embaixo à beira do caos

O relatório de avaliação do Itaú BBA mostra que o clube está em rota de colisão, próximo a explodir financeiramente como uma bomba de Hiroshima.

Pior ainda é a avaliação da gestão Carlos Miguel Aidar. Falta dinheiro, custos e investimentos são elevados, sem pronta resposta no campo

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Se existissem agências de risco para avaliar clubes, como a Moodys, Fith e Spoors, entre outras, o São Paulo seria campeão da falta de credibilidade, perdendo o seu grau de investimento e cruzaria as fronteiras da especulação. Esta não é a opinião só deste que aqui escreve, pois o relatório de avaliação do Itaú BBA mostra que o clube está em rota de colisão, próximo a explodir financeiramente como uma bomba de Hiroshima.

O cenário é triste e arrasador, segundo o banco de investimentos e a métrica de sua situação, quanto à implosão é de 3, 2 e 1. Pior ainda é a avaliação da gestão Carlos Miguel Aidar. Falta dinheiro, custos e investimentos são elevados, sem pronta resposta no campo, o que geraria maior fluxo de caixa; e ao recorrer a adiantamentos por salários e direitos de imagem (em parte corrigidos) revelam a falta de credibilidade e de transparência da gestão Aidar.

Carlos Miguel Aidar faz gestão complicada num São Paulo abandonado e repleto de dívidas

Carlos Miguel Aidar faz gestão complicada num São Paulo abandonado e repleto de dívidas

Sem conceituar ou adjetivar, vamos a alguns dados, que constam do balanço do clube:

1 – As receitas do futebol em 2014 foram de 195 milhões (números arredondados) com 40 milhões de venda de jogadores; direitos de tevê – 77 milhões; publicidade e patrocínios – 22 milhões e bilheterias de 22 milhões. Os números podem variar um pouco, o que não alivia a situação.

2 – As despesas com o futebol foram de 220 milhões e o custo com direitos de imagem somaram 41 milhões.

3 – O São Paulo fez um FIDIC de 50 milhões – sacou esse dinheiro para pagar em 40 parcelas até 2017. Não se sabe se a remuneração é de 100%ou mais do CDI, que neste ano passa de 12% ao ano. Os encargos financeiros (juros) bateram em 36 milhões. A conta da Timemania, paga a longo prazo, com amortização do uso da marca, está em 53 milhões. Os impostos somaram 17 milhões e outros tributos mais de 7 milhões.

4 – O São Paulo fez uma operação de capital de giro em torno de 42 milhões, grande parte já quitada.

5 – Os números finais do balanço acusam uma receita total de 253 milhões contra 353 milhões de despesas. Déficit de 100 milhões. Convertido ao dólar médio de 2 reais e teremos 50 milhões de dólares de déficit no ano.

Este ano, o São Paulo foi obrigado a vender mais de sete jogadores para melhorar seu fluxo de caixa. Aidar quer fazer outro FIDIC de 100 milhões – ele pede que cada colaborador caucione um milhão de reais, ou ofereça direitos creditórios. A remuneração seria de 120 por cento do CDI. Poderiam entrar aí jogadores comprados por investidores com ressarcimento e remuneração do capital na venda dos jogadores.

Com esse capital gerado, o clube espera pagar as dívidas bancárias e depois entrar no Profut para quitar as dívidas tributárias, segundo Aidar, com pagamento de 5% de impostos. Aí será moleza. Pois é, se aqui existisse agências de rating, o São Paulo seria rebaixado ao nível de especulador.

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Paulo Nobre provocou e levou o troco

Paulo Nobre provocou e levou o troco

1 – Saiu fumaça no banquete do Palmeiras no espaço América na semana passada. É que o presidente Paulo Nobre, em seu discurso, disse que pegou um clube quebrado. Muita gente virou a cara e houve ranger de dentes. Arnaldo Tirone deu o troco numa entrevista:

“Eu gastei sim, comprei 19 jogadores e o Paulo Nobre comprou 25 e não ganhou nada. Eu, pelo menos, ajudei o Palmeiras a ganhar um título”.

2 – Noite dessas, numa pizza entre conselheiros do Corinthians, alguém falou o nome de Alexandrino Alencar. Um dos presentes ponderou:

“Não fale nesse nome aqui, se não alguns podem tremer de medo”.

Detalhe: Alexandrino Alencar é o homem de Marcelo Odebrecht na construção do Itaquerão. Por enquanto, a Lava Jato está longe.

Beluzzo expulso do Palmeiras?

Beluzzo expulso do Palmeiras?

3 – Correm duas sindicâncias no Palmeiras contra Luis Gonzaga Beluzzo, Gilberto Cipulo, Hugo Palaia e Edvaldo Frazon. A mais importante é porque o balanço de Beluzzo não foi aprovado pelo Conselho. A outra, mais soft, quer cassar os títulos e honrarias de Beluzzo – eliminação como sócio e expulsão do Conselho. Que que é isso, gente?

4 – Está na praça o livro que mostra a carreira de Pepe, escrito por sua filha. Pepe é uma lenda do futebol. Marcou 404 gols sendo 4 de pé direito e 4 de cabeça. Um dia, Pepe fez uma observação a Éder, ponta do Atlético. Ele não gostou e perguntou quem era Pepe. Ignorância paquidérmica. Qual ponta esquerda que marcou mais gols do que Pepe? Éder fez quantos gols em sua carreira?