Botafogo 2 x 3 Vasco - Gigante da Colina vence Clássico da Amizade no Nilton Santos
Engenhão, no Rio de Janeiro, foi palco da partida que encerrou a décima rodada do Campeonato Brasileiro
Engenhão, no Rio de Janeiro, foi palco da partida que encerrou a décima rodada do Campeonato Brasileiro
Rio de Janeiro, RJ, 13 (AFI) – O estádio Nilton Santos, o popular Engenhão, no Rio de Janeiro, foi palco da partida que encerrou a décima rodada do Campeonato Brasileiro. Na noite deste domingo, 13, o Vasco da Gama venceu o Botafogo, por 3 a 2, no Clássico da Amizade.
Com o resultado, a Estrela Solitária, que realizou nove partidas, ocupa o 17.º lugar, com nove pontos. Dessa forma, a zona de rebaixamento ainda tem: Goiás e Coritiba, com oito, e Red Bull Bragantino, com sete. Corinthians e Bahia, também com nove, são os primeiros fora do Z4.
VEJA GOLS E LANCE INCRÍVEL NO FINAL

AS POSIÇÕES
O Gigante da Colina aparece na quarta colocação, com 17 pontos. À frente, apenas Internacional, com 20, e Atlético-MG e São Paulo, com 18. Vascaínos e atleticanos, porém, foram a campo em apenas nove oportunidades, contra dez de colorados e tricolores.
O Vasco volta a campo no domingo, 20, às 16h, quando enfrenta o Coritiba, no Couto Pereira, em Curitiba (PR), pela 11.ª rodada. Um pouco depois, às 18h15, novamente em casa, o Botafogo recebe o Santos.

PRIMEIRO TEMPO
Foi um belo jogo no Engenhão, com chances lá e cá. Uma prévia interessante para os duelos entre ambos na Copa do Brasil, nos dias 17 e 23 de setembro. O argentino Germán Cano chegou aos 16 gols na temporada e segue comprovando a fama de artilheiro que rendeu até elogios da Fifa.
Por outro lado, Kalou e Matheus Babi mostraram que podem formar uma dupla de sucesso na temporada. A necessidade em subir na tabela promoveu um divertido clássico entre Botafogo e Vasco, no Engenhão. Se a apresentação de ambos não foi um primor de técnica, o equilíbrio não significou jogo truncado.
JOGO ABERTO
Ao contrário, foi um jogo aberto, com ataque de um lado, resposta imediata do outro, gol anulado de Tales Magno (impedido), o goleiro Fernando Miguel “caçando borboletas” num lance que quase resultou em gol botafoguense, caneta, técnico bravo fazendo substituições antes do intervalo… Teve de tudo em elétricos 45 minutos.
Em tempos de futebol brasileiro marcado pela chatice, as 19 finalizações apenas num primeiro tempo retratam bem o que foi o clássico carioca no encerramento da rodada: com dois times ousados.

LÁ E CÁ
Pois para colher coisa boa, quem não arrisca dificilmente obtém resultado. E assim aconteceu com ambos. O 1 a 0 do Vasco na fase primeira deu-se graças ao faro de gol de Ribamar. Ele fez valer a lei do ex ao aproveitar falha dos marcadores, aos 35 minutos.
Depois de um início melhor para o Botafogo, o final da etapa foi a favor do Vasco. A liberdade dada pelo meio dos mandantes deixou Paulo Autuori bastante nervoso. A ponto de ele trocar logo os dois jogadores com somente 42 minutos. Caio Alexandre e Honda foram os “sacrificados”.
Treinador costuma perder o elenco ao substituir desta maneira. Mas o experiente Autuori não se intimidou. Ainda no intervalo, também promoveu a entrada de Kalou, que foi até a França receber o diploma de administração e só chegou ao Brasil pela manhã.
ETAPA FINAL

O marfinense foi logo sambando para cima dos marcadores e o empate quase saiu no primeiro lance da fase final. Bruno Nazário mandou por cima.
A igualdade veio no ataque seguinte. Matheus Babi arriscou de fora da área e foi feliz em seu chutaço. Comemorou com a tradicional sambadinha. Em 3 minutos, a igualdade estava estabelecida.
Onde estava aquele Vasco vibrante da etapa inicial? Aquele que finalizou 10 vezes e estava solto em campo? O Botafogo reformulado por Autuori voltou avassalador, sufocando, mas sem conseguir a virada. A armadilha estava armada. Porém…
VASCÃO CIRURGICO
A etapa era dominada amplamente pelo Botafogo quando, em dois minutos, o Vasco foi cirúrgico. Benítez deu ótimo lançamento para Cano fazer o segundo, seu 16° no ano. O artilheiro cabeceou em cima de Diego Cavalieri, mas aproveitou o rebote.
O Vasco saiu do sufoco de vez no lance seguinte. Marcos Junior partiu numa correria desenfreada e a bola sobrou para o descansado Yago Catatau. Chute colocado no canto e festa vascaína. Definido? Nada disso!

GOL E CHANCE
O Botafogo não queria dormir na zona de rebaixamento. Kalou, mais uma vez, passou pelos marcadores e cruzou. Matheus Babi diminuiu. Aos 37, o resultado voltava a ficar indefinido.
Aos 40, Kalou tropeçou e desperdiçou a chance de empatar. Um minuto depois, Babi quase chegou ao hat-trick. Carimbou o travessão e, no rebote, chutou em cima de Fernando Miguel.
Um dos jogos mais legais do Brasileirão terminou com triunfo vascaíno, mas qualquer outro resultado não seria injusto. Um bom prenúncio para a Copa do Brasil.





































































































































