Bomba! Procurador de Nilmar é eliminado do futebol

Nilmar 0012 130Os dois procuradores, que estão ligados diretamente ao Vilavelhense – clube da primeira divisão capixaba -, foram acusados de tentativa de suborno com a intenção de prejudicar o Jaguaré, na decisão do primeiro turno do Campeonato Capixaba, e beneficiar a equipe de Vila Velha.

Vitória, ES, 03 (AFI) – O atacante Nilmar (foto) terá que correr de atrás de um novo procurador. Isso porque o agenciador de jogadores Orlando Da Hora, que cuida dos interesses do ex-atacante do Corinthians, foi eliminado do futebol pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), em julgamento realizada na noite desta quinta-feira, na Federação Capixaba de Futebol, em Vitória. O procurador João Haroldo Deorce também recebeu a mesma punição no julgamento.

Segundo as acusações, Orlando da Hora e o presidente do Vilavelhense, Miguel Três, patrocinariam o suborno do ex-massagista do Jaguaré, Paulo Sérgio Pereira, o Paulinho, para que este colocasse sonífero na água ou na alimentação dos jogadores do Jaguaré.O presidente Miguel Três, que também foi indiciado no julgamento, acabou absolvido por falta de provas, embora tenha sido citado na gravação do ex-massagista Paulinho. A decisão ainda pode ser revista, pois ainda cabe recurso no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

O enfermeiro, porém, acabou não aceitando a oferta. Dentro de campo, o Jaguaré empatou com o Vilavelhense e, como já havia vencido a partida de ida, acabou conquistando o título do primeiro turno.

Absolvido, Miguel Três garantiu Orlando da Hora não terá mais nenhum vínculo com o Vilavelhense e promete rever seus projetos dentro clube, que foi multado em R$ 20 mil e está proibido de disputar a próxima competição oficial. Mais sobre o réu
Orlando da Hora, além de ser procurador de Nilmar e de outros jogadores, é o gestor do Vilavelhense. Nos últimos dias, ele voltou ao noticiário pois recebeu do Corinthians estranhos R$ 150 mil apenas para sugerir que Paulo César Carpegiani fosse contratado como treinador.

Fita gravada comprometeu empresário
Apesar do nome de Orlando da Hora ser exaustivamente citado, não existia qualquer gravação do agente de Nilmar oferecendo dinheiro para o enfermeiro do Jaguaré.

João Haroldo Deorce ligou para o enfermeiro Paulo Sérgio e ofereceu R$ 5 mil, dizendo que o dinheiro seria dado por Orlando da Hora. Paulo Sérgio fingiu que poderia aceitar a missão de colocar sonífero na alimentação dos jogadores do Jaguaré e gravou toda conversa, entregando a fita para a diretoria do clube, que encaminhou à Federação Capixaba de Futebol. Duas conversas com as tentativas de suborno foram gravadas.

Orlando da Hora, além de empresário de futebol, também tem o registro na Federação de Futebol do Estado do Espírito Santo como treinador e foi denunciado nos artigos 224, 242, c/c 157, II, 249, e § 1º c/c 157, II, 275 todos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.