BOMBA! Contra a crise, rivais de Ribeirão Preto podem se unir
Ribeirão Preto, SP, 29 (AFI) – O que Milão, Roma e Belo Horizonte possuem em comum? Os principais clubes destas três cidades dividem o mesmo estádio. É assim com Milan e Internazionale, no San Siro – ou Giuseppe Mezza para os interistas -, com Lazio e Roma no Olímpico, e com Atlético-MG e Cruzeiro no Mineirão. Inspirada nestes três casos, a cidade de Ribeirão Preto pode ver seus dois tradicionais clubes, Botafogo e Comercial, dividirem o Estádio Santa Cruz.
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A iniciativa partiu da diretoria do Comercial e, pelo menos a princípio, foi muito bem aceita pelo presidente do Botinha, Virgilio Martins. O time alvinegro pretende vender o Estádio Palma Travassos e seu clubes esportivo e utilizar o dinheiro para comprar 50% do Santa Cruz.
“Acho excelente essa ideia, mas a definição não me pertence. Se eu fosse o dono do Botafogo fechava negócio na hora” disse o presidente tricolor, que pretende apresentar aos outros membros da diretoria e ao presidente do Conselho Deliberativo, Silvio Martins.
O Palma Travassos e o clube esportivo vão a leilão, no próximo dia 26 de junho, sendo que quem fizer um lance de R$ 5,3 milhões leva todo o patrimônio do Bafo. O leilão, porém, pode ser cancelado caso os dois imóveis sejam vendidos antes. Para não pagar a taxa do leiloeiro, a compra precisa acontecer pelo menos 20 dias antes. Garrido. Em avaliação feita através de levantamento de mercado, o metro quadrado está avaliado em R$ 350,00. A diretoria esperava arrecadar na
A proposta
A empresa interessada na compra do complexo Palma Travassos fez uma proposta em juízo no valor de R$ 32 milhões, segundo o advogado Iedo venda um valor equivalente a R$ 45 milhões.administrar pagamentos das dívidas trabalhistas e fiscais do Comercial, que, hoje, giram em torno de R$ 16 milhões.
Se vender o estádio por R$ 32 milhões, metade seria destinada para pagamento das dívidas e a outra parte ficaria para investir na possível construção
Pelas informações do advogado, agora, cabe ao Juiz do Trabalho, Marcos Porto bater o martelo e aceitar. Outro detalhe é que a Justiça também vai de um novo estádio. O problema é que uma nova casa para a capacidade de 20 mil lugares custaria 24 milhões de reais, sendo que o clube ainda teria de comprar ainda o terreno, por algo em torno de R$ 10 milhões.
Mesmo com somando o dinheiro de uma possível vendo do clube esportivo, o montante da venda do patrimônio comercialino não seria suficiente para a construção de uma nova arena. Contraponto
Três fatos, no entanto, podem atrapalhar a negociação entre Comercial e Botafogo. Um é a rivalidade entre as equipes. Outro é que o presidente botafoguense Virgilio Martins está em fim de mandato e não pretende se reeleger. A última é que o valor oferecido pelo Bafo é considerado baixo, por enquanto. A ideia do clube é pagar as dívidas do Pantera em troca do 50% do Santa Cruz.
“Acho pouco, já que temos um estudo de transformar Santa Cruz numa arena multiuso. E esse investimento terá que ser em conjunto. Por outro lado, o estádio precisa de uma avaliação de mercado”, declarou Virgilio.Se a negociação evoluir, Botafogo e Comercial pretendem copiar Inter e Milan, que usam o mesmo estádio, mas o denominam de formas diferentes. Quando o Milan joga, o nome do estádio é San Siro, bairro em que se situa. Quanda a partida é da Inter, o nome é Giuseppe Meazza, grande ídolo interista.





































































































































