BOMBA! Clube de multinacional pode fazer fusão para chegar rápido no Brasileirão

Dois clubes paulistas podem se unir para formar um novo grande clube. Negociação está bem avançada.

Dois clubes paulistas podem se unir para formar um novo grande clube. Negociação está bem avançada.

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Campinas, SP, 19 (AFI) – O Red Bull Brasil está planejando dar grandes voos no futebol brasileiro num curto prazo de tempo. Depois de 11 anos patinando para chegar à elite nacional sem sucesso, o clube quer atingir o seu objetivo por caminhos diferentes. Há alguns meses já negocia uma fusão com o Oeste e também a mudança de sua sede de Campinas para a cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo.

O ‘novo’ Red Bull iria com isso ficar com a vaga do Oeste na Série B do Campeonato Brasileiro, já em 2019, e ficaria a um degrau da elite nacional. Desde 2015 está no Paulistão. A partir de 2020, os Bulls poderiam também mandar seus jogos no estádio Jaime Cintra, em Jundiaí, uma vez que desfrutam de um centro de treinamento na vizinha Jarinu. Atualmente, o clube tem um contrato válido até 2020 para utilizar o Estádio Moisés Lucarelli, da Ponte Preta.

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DÚVIDAS NO AR
Há ainda algumas dúvidas no ar, que talvez existam até para os dirigentes. Uma delas é se o Red Bull vai absorver o Paulista de Jundiaí, atualmente na segunda divisão. Outra é de que no momento em que a fusão – Red mais Oeste – se formalizar, haveria uma vaga a ser preenchida no Paulistão. O Oeste voltou à elite em 2018 ao ser vice-campeão da Série A2.

São questões que devem ser resolvidas pela Federação Paulista de Futebol (FPF) no seu tempo. A entidade, extra-oficialmente, acompanha toda a movimentação feita pelo Red Bull, bem como o alvoroço já causado por clubes do Interior interessados na vaga do possível extinto Oeste. Não se sabe qual critério a FPF adotaria para deixar a sua elite com os 16 clubes.

PROJETO EM CURSO
A direção da Red Bull confirma apenas que mantém seu objetivo de chegar à elite nacional o mais breve possível. Mas nega contato em relação a um acordo com o Oeste, como tem sido comentado nos bastidores do futebol.

Reforça a tese defendida pela empresa da dificuldade de alcançar a Série A saindo da Série D – a quarta divisão nacional. Para chegar ao Brasileirão é preciso entrar na Série D, depois passar pela Série C e chegar na Série B. São anos de disputa e de muitos investimentos.

Cidão Santos
Cidão Santos

CARTOLA DESCONVERSA
Cidão Santos, investidor do Oeste, negou a existência de qualquer acordo. “Não sei de nada e não vou, de repente, ficar sem o clube” – reagiu.

Ele, porém, foi o grande responsável pela mudança de sede do Oeste, da pacata cidade de Itápolis, de 40 mil habitantes, para Barueri que dispõe de uma moderna arena e não conta mais com um clube profissional. Isso aconteceu em 2017.

TRAJETÓRIA DO RED BULL
Fundado em 2007, o Red Bull só alcançou a elite estadual em 2015, quando disputou pela primeira vez o Paulistão. O planejamento, com muito investimento, era sair da Segundona até o Paulistão em quatro anos, metade do tempo em que precisou para atingir seu objetivo – passando pelas Séries A3 e A2.

O fracasso em termos nacionais foi ainda maior. Disputou a Copa do Brasil em 2015, e duas vezes na Série D – 2015 e 2017. Sempre não passou da primeira fase. A política de restrição da empresa não permite a divulgação dos valores investidos. Mas pela estrutura do clube já se tem a nítida impressão de que o seu orçamento é superior a muitos grandes clubes do futebol brasileiro.