Bom Senso ou falta de respeito? Jogadores protestam e autoridades não fazem nada
Dirigentes não acreditam no êxito do Movimento Bom Senso e cometem mesmo erro da maldita Lei Pelé
Enquanto os dirigentes de clubes continuam desunidos e não acreditando no movimento Bom Senso, os "homens" que comandam o futebol brasileiro também ficam de braços cruzados
São Paulo, SP, 23 (AFI) – Enquanto os dirigentes de clubes continuam desunidos e não acreditando no movimento Bom Senso, os “homens” que comandam o futebol brasileiro também ficam de braços cruzados. Novos protestos foram registrados neste sábado e devem acontecer no domingo. Caberia em alguns casos, punição aos jogadores pelos árbitros, por atitude anti-desportiva, bem como punição também do STJD – Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Ou então uma punição administrativa, com multa aos clubes, afinal os jogadores têm contrato e são funcionários dos clubes.
Mas seria difícil esperar uma atitude positiva da dupla da CBF, formada por José Maria Marin, já com 81 anos e cheirando à mofo, e de Marco Polo Del Nero, que tem um perfil elitista e demonsta ser capaz de tudo para gaantir a presidência da CBF, em eleição que vai acontecer antes da Copa do Mundo.

O Bom Senso é um movimento elitista, liderado pelos principais jogadores do país, essencialmente aqueles que disputam o Campeonato Brasileiro da Série A. Representa, por si só, 20 clubes, perto de mil atletas, contra mais de 15 mil atletas profissionais registrados no Brasil.
O pior, agora, é que o decepcionante Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PCdoB), que se juntou a grupos elitistas, ameaça entrar nesta briga. Ele também parece ter gostado do poder, afinal confirmou nesta semana que não renunciará mais ao cargo para concorrer à Câmara Federal ou até mesmo ao governo do Estado de São Paulo. Ele substituiu a Orlando Silva (PCdoB), afastado por denúncias de improbilidade administrativa. Tudo acabou em pizza. (Na Foto – Aldo Rebello e Orlando Silva)
ELES QUEREM TUDO, MAS NÃO CEDEM NADA
Entre as principais reivindicações do Bom Senso estão um calendário mais equilibrado e a adoção do fair play financeiro (punição para clube e dirigentes devedores).
Só não discutem os salários milionários que recebem atualmente, tanto que muitos craques brasileiros que estavam no exterior voltaram ao país. E muitos estrangeiros, principalmente, argentinos, uruguaios e chilenos atuam no Brasil. Além de alguma exceção, como Seedorf, que veio do Milan, da Itália.
O grupo já teve reuniões com a CBF para discutir mudanças, mas reclama de um certo descaso da entidade com as propostas que apresenta para o futebol brasileiro.

Este descaso é prejudicial para o futebol brasileiro. É uma ação covarde dos dirigentes, como já aconteceu no final dos anos 90, quando eles não acreditaram na aprovação da Lei Pelé. Pois a mesma foi aprovada no Congresso Nacional e praticamente “matou” o trabalho de base de 90% dos clubes brasileiros. O poder foi tirado dos clubes, que bem ou mal investiam em seus garotos, e passado aos empresários, que não investiram nada e levantaram milhões também em curto prazo.
E na época, a Lei Pelé, que incluia a Lei do Passe, só beneficiou os grandes e principais jogadores, que ficaram, da noite para o dia, donos de seus passes, chamdos de atestados liberatórios. Os demais jogadores – a maioria – ficou refém dos clubes empobrecidos, que pagam mal e não conseguem cumprir seus compromissos salariais. Isso porque a maior fonte de receita dos clubes formadores – chamados pequenos – vinda da venda de seus jogadores.
TERCEIRO PROTESTO
Conforme prometido pelo movimento Bom Senso FC, os jogadores voltaram a fazer protestos no começo dos jogos da 36ª rodada do Brasileirão. Na noite deste sábado, a manifestação simbólica dos atletas já pôde ser vista nas duas primeiras partidas: Vasco x Cruzeiro, no Maracanã, e Criciúma x Vitória, no Estádio Heriberto Hülse.

No Maracanã, os jogadores de Vasco e Cruzeiro ficaram todos sentados em campo, com os braços cruzados, antes do apito inicial do árbitro. Foram apenas alguns segundos de protesto, assim como aconteceu no Heriberto Hülse, onde os times de Criciúma e Vitória apenas tocaram bola de um lado para o outro até começar a disputa de verdade.
Na Arena Independência, em Belo Horizonte, os jogadores de Atlético-MG e Goiás sentaram em campo antes do início do jogo, numa atitude anti-desportiva clara.
A expectativa é de que os protestos dos jogadores continuem acontecendo em todos os demais jogos desta 36ª rodada do Brasileirão, que será completada neste domingo. Assim, o Bom Senso espera mostrar a união do movimento e também atrair a atenção da CBF para as suas reivindicações para melhorar o futebol brasileiro.
Essa é a terceira vez que o Bom Senso organiza manifestações em jogos do Brasileirão, repetindo o que já fez na 30ª e 34ª rodadas. E o grupo, que já contabiliza a adesão de mais de mil jogadores do futebol nacional, promete continuar os protestos, sendo que existe até mesmo a ameaça de provocar uma paralisação geral.





































































































































