Bom Senso FC apresenta 'fórmula mágica' e propõe criação da Série E com 452 clubes
Movimento ganha adesões, mas as propostas ainda parecem longe da realidade brasileira
Tirar dos ricos para suprir as necessidades dos pobres. Esta é a filosofia do mítico herói inglês Robin Hood. Propósito este que está próximo dos objetivos propostos pelo Bom Senso F.C. para a funcionalidade do futebol brasileiro nos próximos anos.
São Paulo, SP, 17 (AFI) – Tirar dos ricos para suprir as necessidades dos pobres. Esta é a filosofia do mítico herói inglês Robin Hood. Propósito este que está muito próximo dos objetivos propostos pelo Bom Senso F.C. para a funcionalidade do futebol brasileiro nos próximos anos. Nesta segunda-feira, em São Paulo, o grupo apresentou seus projetos de gestão para o esporte mais popular do País. Em princípio, eles parecem ser positivos, mas beneficiam menos de 100 clubes, bem longe dos quase 700 clubes filiados à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Seria ainda uma saída elitista e gera muitas dúvidas sobre seus efeitos positivos ou negativos.
De acordo com levantamentos realizados pelos Bom Senso F.C, o Brasil possui 684 clubes e apenas 101 possuem atividade durante o ano letivo, ou seja, cerca de 85% se tornam inativos e com inúmeros profissionais desempregados. Para solucionar este grave problema do calendário futebolístico nacional, o grupo propõe um menor número de jogos das equipes consideradas grandes e aumento na participação dos menores.
DIFERENÇA ENTRE GRANDES E PEQUENOS
Enquanto uma equipe de grande porte pode realizar aproximadamente 85 jogos na temporada, as de pequeno e médio porte podem encerrar a temporada com apenas 8 apresentações. A solução apresentada para reparar essa lacuna que existe para mais de 500 clubes do País, seria o inchaço das Séries C e D do Brasileiro, bem como a criação da Série E. A competição teria a participação de 452 times e os Estaduais disputados no formato de Copa com 8 datas e jogos apenas aos finais de semana. Assim, colocando em prática um calendário efetivo e funcional.

Dessa forma, os idealizadores das propostas garantem que possa existir rentabilidade no futebol e evitar a falência de clubes e também do futebol brasileiro nos anos seguintes, além de garantir empregos em diversos setores ligados ao esporte com a funcionalidade dos protagonistas deste evento: o atleta. Um dos assuntos abordados no encontro foi a baixa média de público nos últimos anos, onde o País se encontra na décima oitava colocação em ranking mundial com pouco mais de 12 mil pagantes por partida.
“O ingresso tem que ser barato e ter a participação do governo. O futebol é popular e todo garoto sonha em ser jogador. O valor arrecado com a venda de ingressos representa muito pouco na receita de um clube. É inadmissível uma partida do Flamengo com apenas 300 torcedores. Algo precisa mudar”, declarou o goleiro do São Paulo, Rogério Ceni.
DEFESA DOS MENORES
Já o zagueiro Rafael Silva, que defende o mineiro Nacional, afirmou que os clubes de menor expressão no cenário nacional muitas vezes abdicam do direito de disputar as fases mais
Rafael Silvaimportantes das competições regionais em busca de complementar o calendário com a participação nas competições nacionais.
Segundo os coordenadores do projeto, o deficitário calendário brasileiro gera um endividamento de 74% dos clubes nos últimos anos. Em apenas 24 deles o acumulado atinge as cifras de R$ 1,5 bilhão, tendo como maior credor o Governo Federal, que tentou com a promoção da Timemania reduzir este valor, porém, não obteve sucesso.
Para regular este processo de reconstrução financeiras das agremiações nacionais, o Bom Senso FC sugere a criação de uma entidade reguladora que apresente projetos e planejamento para que possam trabalhar de acordo com suas receitas, e assim evitando o inflacionamento de salários, lavagem de dinheiro e garantir o cumprimento dos contratos acordados.
“Esta é uma oportunidade que temos para juntar forças, até por que são profissionais que estão aqui em busca de alternativas para melhorar o nosso futebol. Precisamos da força de vontade de todos em pró dos ideias do nosso futebol”, destacou o goleiro do Internacional de Porto Alegre, Dida.
SITUAÇÃO SAUDÁVEL
Para evitar supostas dúvidas sobre a criação do projeto, o goleiro do Palmeiras, Fernando Prass, afirmou que o objetivo maior é a continuidade saudável do principal esporte do Brasil.
“Todos terão que fazer sacrifícios neste momento. O mercado é quem vai ditar o quanto cada atleta poderá ganhar”.

O projeto idealizado pelo Bom Senso FC que tem como objetivo propor a melhora na saúde financeira dos clubes e sobre a administração do futebol no Brasil deve ser apresentada, em breve, para as autoridades máxima deste esporte no Brasil, como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que teve a sua legitimidade jurídica sobre o controle do futebol no País contestada pelo deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ).
O número mais incrível é que a CBF fechou o ano com R$ 55 milhões de lucro, enquanto a maioria dos grandes clubes está devendo na praça. O certo seria a CBF comandar apenas a Seleção Brasileira, deixando para uma Liga de Clubes o controle de todos os campeonatos nacionais. Uma espécie de Clube dos 13, formado nos anos 90 e já extinto.





































































































































