Bom Senso faz muitas exigências aos clubes e nenhuma obrigação e deveres

Ministro Aldo Rebello parece iludido por um movimento que pode prejudicar 97% dos atletas

Considerado um movimento elitista, formado por apenas 3% dos atletas profissionais, e que só parece buscar benefícios para eles próprios, o Bom Senso F.C. está cada vez mais próximo do govenro, graças à incompetência com que o Ministério dos Esportes

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Rio de Janeiro, RJ, 27 (AFI) – Considerado um movimento elitista, formado por apenas 3% dos atletas profissionais, e que só parece buscar benefícios para eles próprios, o Bom Senso F.C. está cada vez mais próximo do governo, graças à incompetência com que o Ministério dos Esportes vê a atual situação do futebol nacional.

O grupo esteve reunido em Brasília com auxiliares do ministro Aldo Rebello, e o Bom Senso ficou mais perto do Congresso Nacional, onde s leis são aprovadas, nem sempre as melhores, como é a Lei Pelé (publicado no final dos anos 90) e que acabou com o investimento na base dos clubes formadores e tirou o poder financeiro dos clubes e passou para os empresários, que nunca tinham investido no futebol e anagariaram milhões nos últimos 15 anos.

O movimento exige salários em dias e controle nos cubes, ams em nenhum momento falam o que mais interessam e num assunto lógico: a diminuição do número de jogos, vai reduzir as receitas e os salários (atualmente astronômicos para estes 3% de profisionais) precisam ser abaixados e controlado

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Veja abaixo o Comunicado do Bom Senso:

O Bom Senso FC, neste momento particular que vive o futebol brasileiro, comemora o comunicado oficial da CBF cuja proposta para Fair Play Fiscal e Trabalhista foi apresentada.

Esta pauta foi exposta como um dos pontos prioritários do movimento e sua implantação poderá trazer, enfim, transparência, credibilidade e desenvolvimento ao futebol no país.

Entretanto, na “Proposta de Sucesso” exibida pela CBF, é necessário que outros dispositivos sejam inseridos como contrapartida e garantia para que os clubes e seus gestores cumpram o plano à risca.

Para isso, representantes do Bom Senso FC se reuniram na última segunda-feira (25/11) com o secretário do Ministério dos Esportes, Toninho Nascimento, e expuseram a necessidade do acréscimo dos itens abaixo na proposta oficial que será enviada ao Congresso Nacional.

O Bom Senso FC propõe, em adição ao que já havia sido colocado pela comissão de clubes e pela CBF como Fair Play Fiscal e Trabalhista:

1) Os clubes de futebol deverão assumir o compromisso de apresentar um resultado final do exercício, quando prejuízo (déficit), não superior a 10% (dez por cento) de sua receita total nos dois primeiros anos e 5% (cinco por cento) de sua receita total no terceiro e quarto ano. A partir do quinto ano o clube não deverá trabalhar com prejuízo (déficit) para se evitar a falta de cumprimento de outros compromissos (fornecedores, prestadores de serviços, credores diversos, instituições financeiras, etc) e, dessa forma, limitar o prejuízo das equipes brasileiras.

2) Para o controle do pagamento dos salários, deverá ser criada uma Agência Reguladora independente e com poderes para fiscalizar, evitando-se, deste modo, a exposição do atleta;

3) Os clubes assumirão o compromisso de apresentar, mensalmente, o comprovante de pagamento de salários e demais verbas à Agência Reguladora. Em caso de não apresentar os comprovantes, ficará caracterizado o inadimplemento dos mesmos, com a respectiva penalização;

4) Enquanto a dívida não for saldada, o clube fica impedido de contratar novos jogadores;

5) Se a dívida não for saldada no final do ano, o clube ficará impedido de disputar competições no ano subsequente, ficando rescindidos, automaticamente, os contratos de todos os atletas, por culpa única e exclusiva do clube, sem prejuízo do pagamento das verbas rescisórias e demais valores devidos;

6) Para fins de definição, o salário tratado neste documento diz respeito àqueles recebidos tanto pelos jogadores quanto pelos demais funcionários do clube.

7) Como salário, entende-se todo o valor recebido pelo atleta, a teor do disposto no parágrafo 1º, do artigo 31 da Lei Pelé, incluindo-se o Direito de Imagem naquele rol;

8) O Direito de Imagem poderá representar até 20% (vinte) por cento da remuneração total do atleta, com o objetivo de se evitar fraudes;

9) O dirigente será solidariamente responsável pelo inadimplemento aqui tratado durante o período de sua gestão.

Estamos comprometidos com o propósito de auxiliar o desenvolvimento e a evolução do futebol brasileiro. Este é o momento de contribuir e inserir todas as questões pertinentes para que, enfim, possamos considerar essa uma verdadeira proposta de sucesso. O Bom Senso FC gostaria de apresentar suas ideias em torno de uma mesa, e não por troca de comunicados oficiais, que nem sempre permitem as melhores soluções, além de retardar possíveis acordos.

Aguardamos um posicionamento da CBF e um convite para que possamos avançar nas discussões acerca do Fair Play Financeiro e do calendário brasileiro, dentre outros, sempre em busca de um futebol melhor para todos.

Bom Senso Futebol Clube