Bom Senso estuda acionar Ministério Público contra Comercial
Salários atrasados e ameaça aos jogadores mobilizaram o movimento
Ribeirão Preto, SP, 24 (AFI) – O rebaixamento no Campeonato Paulista passou despercebido no Comercial devido aos últimos acontecimentos. O presidente Nelson Lacerda confirmou que não pagou os jogadores de propósito e o elenco foi ameaçado após o empate com o XV de Piracicaba, no último sábado, por um segurança do mandatário. Assim, o Bom Senso FC se solocou à disposição dos atletas e estuda acionar o Ministério Público e a Justiça de Trabalho contra o clube comercialino.
Advogado do Bom Senso FC, João Henrique Chiminazzo afirmou que o movimento já está por dentro de tudo que está acontecendo no Bafo e ofereceu ajuda para o elenco. Ele tem uma reunião com os jogadores nesta segunda-feira, em Ribeirão Preto, para apurar os fatos e decidir qual atitude será tomada, mas a intenção é oficiar o Ministério Público do Trabalho e ingressar com uma ação na Justiça do Trabalho.
Nelson Lacerda afundou o ComercialLogo depois do rebaixamento ter sido decretado, Nelson Lacerda assumiu que pagou apenas alguns jogadores em dia, enquanto os salários dos outros foram retidos: “Eu falei que pagaria se o time ficasse na primeira divisão. Quer me enganar? Não me engana. Tentaram me sacanear e eu também sacaneio. Eu prendi o último salário mesmo e, mesmo assim, não conseguiram ganhar”.
As declarações polêmicas do mandatário caíram no ouvido dos jogadores. Em um posto na Rodovida Anhangüera, o ônibus do elenco acabou se encontrando com o carro de Nelson Lacerda e os atletas foram tirar satisfação. Foi quando um dos seguranças desceu do veículo ameaçando sacar uma arma e acabou sendo hostilizado. Contido pelo auxiliar técnico Emerson, o segurança voltou para o carro, que seguiu viajem com destino a Ribeirão Preto.
Situação está feia!
O Comercial vem passando por um momento bastante delicado financeiramente, tanto que não consegue honrar com seus objetivos. O principal culpado de tudo isso é o presidente Nelson Lacerda. A principal crítica da torcida é onde o mandatário investiu os R$ 2,5 milhões referente a cota de participação no Paulistão, que daria para pagar uma folha salarial superior a R$ 830 mil durante os três meses de campeonato.
Na última quarta-feira, o Portal Futebol Interior trouxe com exclusividade que o volante Marcone e outros quatro companheiros sequer receberam os salários do mês de janeiro. Segundo o jogador, a diretoria alegou que não tem condições de pagar os vencimentos porque eles possuem os maiores salários do elenco.
A crise financeira e as inúmeras promessas da diretoria fez o Comercial virar motivo de piada, principalmente depois dos famosos “Cheques Lepo Lepo”. Como os cheques cruzados foram dados no dia 28, às vésperas do feriado de carnaval, só seriam sacados, após a Quarta-feira de Cinzas. O feriadão fez a diretoria ganhar tempo e neste período conseguiu evitar greve do elenco por pelo menos duas semanas.
No entanto, não é de hoje que Nelson Lacerda vem enganando os jogadores que passam pelo Comercial. No ano passado, o presidente havia prometido um bicho caso o elenco conquistasse o acesso à elite. O objetivo foi alcançado, mas muitos jogadores não viram a cor do dinheiro. Entre eles estão Alex Santana e Marcelo Ferreira (ambos no Mirassol), e Eduardo, Magalhães, Pavone e João Francisco (todos eles no São Bernardo).





































































































































