Bolicenho reconhece falhas graves e vê Cachito desmotivado na Ponte Preta

O dirigente renunciou ao cargo de executivo da Macaca na última quarta-feira

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Campinas, SP, 12 (AFI) – Um dia após renunciar ao cargo de executivo da Ponte Preta, Ocimar Bolicenho (foto abaixo), em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas (AM 1170), reconheceu falhas graves enquanto esteve no clube, como também falou da desmotivação do peruano Cachito Ramirez na cidade de Campinas.

Uma delas foi a contratação de Paulo César Carpegiani para o lugar de Guto Ferreira, demitido injustamente após a boa campanha no Campeonato Paulista. O dirigente disse que a diretoria se viu pressionada em encontrar um substituto durante a pré-temporada, e o experiente ‘manager’ era o único disponível no mercado.

“Nós, da diretoria, ficamos preocupados em não ter um treinador durante a pré-temporada para o Campeonato Brasileiro. Além do Carpegiani, eram mais duas outras situações com outros técnicos. Infelizmente não deu certo. Ele era um pessoa que todos os dias colocava para nós a possibilidade de sair”, disse Bolicenho.

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Sobre a renúncia, o motivo seria a pressão da torcida nos bastidores. Ele acredita que o futebol brasileiro ainda não entendeu a filosofia de trabalho de um executivo de futebol. E, mesmo com campanhas abaixo do esperado – as últimas campanhas da Macaca comprovam isso, ele considera positiva sua passagem por Campinas.

“Considerei muito os fatos (protestos) e minha saída pode ajudar a Ponte Preta. As manifestações feitas não resolvem absolutamente nada. Espero que nós, no dia 8 de dezembro, possamos comemorar a permanência do time no Brasileirão”.

Ambiente ruim
A campanha pífia no Brasileirão foi o estopim para que o ambiente de Bolicenho se tornasse insustentável. Nos últimos jogos, o dirigente vinha sendo bastante criticado pela torcida, que na última derrota para o Internacional focou toda sua fúria no mesmo.

Responsável pelas fracas contratações para o Brasileirão, o dirigente já vinha sendo alvo de críticas do Portal FI desde fora contratado, em março de 2012. Afinal, ele trazia um péssimo histórico com rebaixamentos no Paraná (1999), no Joinville (2008) e Marília (2008), além de trabalhos criticados no Atlético-PR e Santos. Mesmo assim, Márcio Della Volpe ignorou tudo isso e o contratou. Outro erro gravíssimo.

Cachito desmotivado
Ocimar também falou sobre o fraco desempenho do peruano Cachito Ramirez com a camisa da Ponte Preta. O dirigente revelou que, quando as negociações começaram com o Corinthians, o jogador sequer sabia que seria negociado. O que provavelmente não caiu no gosto do atleta, que trocaria uma potência do futebol Nacional para um time do interior que brigaria contra o rebaixamento no segundo semestre.

“Quando fomos contratar o Ramirez, ele sequer sabia que estava sendo negociado com a Ponte Preta. Ele não é um jogador que tem uma motivação necessária para defender o time”, finalizou o ex-executivo do time alvinegro.

Penúltima colocada do Brasileirão, com apenas 15 pontos, a Ponte volta a campo nesta quinta-feira, contra o São Paulo, às 21 horas, no Morumbi.