Blog do Ari: William perde gols, Jorginho cochila e a Ponte perde de virada
Quando o Náutico ficou mais rápido faltou fortalecer marcação pontepretana
Dois motivos foram fundamentais para que a Ponte Preta fosse derrotada pelo Náutico por 2 a 1 na noite desta terça-feira, no Estádio Moisés Lucarelli. Pesaram dois gols perdidos pelo atacante William no segundo tempo, que em circunstâncias normais não costuma perder. Depois o cochilo do treinador Jorginho, da Ponte, na metade do segundo tempo, quando poderia ter sacado o já cansado meio-campista Felipe Bastos para trancar o setor naquele momento, visto que o adversário estava com gás novo em campo.
De uma coisa aquela multidão de torcedores pontepretanos não pode reclamar: o time lutou em campo o tempo inteiro, e poderia até liquidar a fatura durante o primeiro tempo, quando teve maior volume de jogo.
Tem-se que reconhecer que no segundo tempo o Náutico teve aproveitamento de 50% das chances de gols. Num presentão recebido do volante pontepretano Baraka, o atacante Oliveira, do time pernambucano, ficou na cara do goleiro Edson Bastos e conseguiu desperdiçar. O atacante Hugo, que havia empatado para o Náutico, perdeu um gol com as mesmas características de Oliveira.
Em desvantagem ao sofrer o gol de William, que inteligentemente se antecipou ao zagueiro João Felipe, ainda no primeiro tempo, o Náutico foi mais ousado no início do segundo tempo.
Nem por isso chegava a ameaçar a meta pontepretana, porque se esbarrava no forte esquema de marcação à frente da zaga.
Assim, a opção da Ponte era puxar contra-ataques com Rildo pelo lado esquerdo do ataque, que fazia jogadas de velocidade, mas não sabia completá-las.
Aí o treinador Marcelo Martelotte, do Náutico, optou por troca que tornou seu time mais leve e rápido no ataque, com a entrada de Hugo no lugar de meio-campista Derley.
Naquela ocasião, era recomendável que Jorginho optasse por mais um homem de marcação, porque Felipe Bastos mostrava visíveis sinais de cansaço e não voltava para a marcação como havia feito durante o primeiro tempo.
A impressão que ficou, através de flagrante da televisão, é que Jorginho havia advertido o jogador pra que voltasse à marcação ou de tê-lo consultado sobre cansaço, porque foi perceptível um gesto negativo do jogador à beira do gramado.
E naquela altura o meia Elias, preocupado mais em atacar do que defender, já havia ocupado o lugar de Adrianinho.
EMPATE
E ao encontrar mais espaços para fazer jogadas, o Náutico começou a rondar a área da Ponte, até que chegou ao gol de empate por méritos do atacante Hugo, que se antecipou na jogada ao zagueiro Ferron, sem que se possa atribuir falha ao jogador pontepretano.
Pronto. Ao sofrer o empate aos 35 minutos do segundo tempo, bateu o desespero na Ponte pra ganhar o jogo. Foi aí que o time partiu para tudo ou nada ao ataque, com a entrada do atacante Leonardo no lugar de Baraka.
Foi quando a Ponte fustigou, teve a chance de passar à frente do placar, mas não soube aproveitá-la.
Aí prevaleceu o dito de ‘quem não faz toma’. Quando a ‘cozinha’ da Ponte ficou descoberta, o Náutico organizou rapidíssimo contra-ataque e castigou a Macaca com o gol da vitória através de Maikon Leite, já nos descontos.





































































































































