Blog do Ari: Vitória incontestável do líder e invicto Guarani
Vila Nova tomou mais a bola, mas Bugre foi mais objetivo e venceu pela primeira vez por dois gols
Se o Vila Nova (GO) veio a Campinas com proposta de impor o seu toque de bola cadenciado e projetou que pudesse levar a vitória na tentativa de explorar eventual erro defensivo do Guarani, o tiro saiu pela culatra.
Se o Vila Nova (GO) veio a Campinas com proposta de impor o seu toque de bola cadenciado e projetou que pudesse levar a vitória na tentativa de explorar eventual erro defensivo do Guarani, o tiro saiu pela culatra. Foi o Guarani quem soube explorar falhas da defesa goiana e se manteve na liderança do grupo B do Campeonato Brasileiro da Série C com a vitória por 2 a 0, em partida disputada na noite desta quinta-feira.
Confesso que desconhecia completamente o time do Vila Nova e quis conferir rasgados elogios atribuídos a ele, precedendo a partida no Estádio Brinco de Ouro. Na prática, não vi um destaque individual sequer deste time goiano. O jogador que mais conseguiu penetrar no bom cinturão defensivo bugrino paradoxalmente estava na reserva e entrou no segundo campo, caso do atacante Marco Aurélio, que substituiu o meio-campista Weslley. Na prática faltou um coadjuvante para que as jogadas de Marco Aurélio fluíssem.

ZAGA BUGRINA
Desta forma, mais uma vez prevaleceu o futebol prático e sem falhas dos zagueiros Júlio César e Paulão do Guarani, com auxílio imediato do volante Edmilson. O trio interceptou toda tentativa do time adversário e com isso o goleiro Juliano quase não foi exigido.
Se a equipe bugrina é caracterizada pelo estilo rústico, tem-se que reconhecer que é valente e se desdobra em campo. E também soube aproveitar duas das três chances criadas ao longo da partida.
O Guarani está predestinado ao acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. Exemplo: chegou à marcação do primeiro gol com o atacante Henan disputando bola de cabeça e ganhando do goleiro Marcelo Pitol usando as mãos. Isso evidencia que foi dado um pontapé no azar e o time está abençoado.
Quem poderia supor que Edmilson, um volante essencialmente de contenção, fosse se projetar à área adversária e cabecear em alto estilo, num registro típico de cabeceadores?
Quando as coisas começam a dar certo é uma demonstração de que os ventos mudaram de rumo.
Se tecnicamente o Guarani ainda carece de criatividade e cria poucas chances de gols, no quesito marcação está ajustadíssimo. Assim, esses times limitados de Série C terão dificuldade para penetrar em sua defesa.

PROGRESSO TÉCNICO
No plano tático já é possível observar algum esboço pra se tentar usar a velocidade do lateral-direito do campo com Jefferson Feijão.
De repente ocorre a virada de jogo, e aí o lateral explora os espaços para se aproximar da área adversária em passadas largas.
O retoque para que o Guarani alcance êxito nestas jogadas é a aproximação de um meia ou atacante no setor, justamente para dar continuidade ao lance, até porque o cruzamento de Feijão ainda precisa ser melhorado.
Outra clareza que o treinador bugrino, Tarcísio Pugliese, não pode ignorar é que foi longe demais com o atacante Nena. Já esgotou a paciência da torcida e o recomendável é a fixação imediata do reserva Henan.
Melhor esquecer o discurso que não cola de que Nena é jogador tático, ajuda na marcação, etc. Ele é grosso. Apenas isso.





































































































































