Blog do Ari: Viola já estava em cacos para a Ponte Preta. Aí...

Fluminense criou melhores chances para vencer, mas empatou

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Caiu do céu o empate para a Ponte Preta por 1 a 1 com o Fluminense na tarde deste domingo. A rigor, empate injusto. O Fluminense criou as melhores chances, perdeu pênalti e transformou o goleiro pontepretano Roberto no melhor jogador em campo. Logo, teve tudo pra levar três pontos de Campinas e desperdiçou a chance.

A Ponte jogou mal? Aquém de suas possibilidades a partir da segunda metade do primeiro tempo e durante todo segundo tempo. Sem que tivesse atuação brilhante, o certo é que o time do Fluminense é melhor.

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O ritmo avassalador imposto pela Ponte Preta no início assustou o Fluminense, que inicialmente se preocupou em se defender.

O meia Giovanni, da Ponte, era uma grata surpresa criando jogadas pelo lado direito do campo, e trabalhando a bola com o lateral Régis, que atacava seguidamente e perdeu gol feito.

O treinador Vanderlei Luxemburgo, do Fluminense, percebeu isso e trancou aquele atalho, reforçando a vigilância.

Já sem correr risco, o Fluminense adiantou a marcação. E através de bola trabalhada, em seu estilo característico, começou a rondar a área da Ponte, até que o polivalente Chiquinho cometeu pênalti infantil no lateral-direito Igor Julião, do Fluminense.

De fato o atacante Fred cobrou mal o pênalti, mas os méritos ficam para o goleiro Roberto que foi bem na bola e praticou a defesa.

CARPA

Se é que cabe alguma crítica ao treinador pontepretano Paulo César Carpeggiani, ela se restringe à escalação equivocada do meia-atacante Everton Santos.

Todas as tentativas de mudanças foram válidas, típicas de um comandante que não se acovarda e busca alternativas para tentar vencer a partida.

Carpa acreditou que a Ponte pudesse retomar a posse de bola com a entrada do meia Adrianinho como organizador do time. Por isso recuou Chiquinho pra fechar espaços como segundo volante.

Teoricamente o raciocínio foi lógico e ousado. A Ponte não teve perda com o posicionamento de Chiquinho como volante, porque mesmo não sendo da posição foi melhor do que o instável Fernando. E curiosamente Chiquinho terminou a partida como lateral-direito.

O problema é que a tão cobrada oportunidade para Adrianinho não resultou em nada, além de uma boa cobrança de falta. Pouca mobilidade, não foi condutor de bola e, portanto, não justificou aos apelos.

Como o Fluminense havia conquistado a vantagem através do gol de cabeça do zagueiro Gum, a Ponte perseguiu o empate, porém sem criatividade e capacidade de penetração no reforçado cinturão de marcação proposto pelo time carioca.

Assim, o atacante William ficou quase todo segundo tempo recebendo bola alongada, até que as coisas começassem a melhorar com a entrada de Alemão, de certo orientado para tentar o drible e com isso investir na zaga do Fluminense.

Dito e feito. Em jogada individual de Alemão pelo lado esquerdo, o passe encontrou William nas costas dos beques adversários, e aí ele colocou em prática aquele estilo ‘matador’ de se atirar na bola: 1 a 1.

SACOMAN

Antes disso, a zaga da Ponte deu mais alguns sustos na torcida, principalmente o estabanado Diego Sacomam. Vejam que precipitadamente ele fez falta em Fred, em lance que o atacante estava de costa e tentava girar com a bola, perto da área. Fred não é jogador de velocidade. Bastava cercar.

Pior ainda no lance do gol do Fluminense. Como de hábito, Sacomam marca a bola e se descuida da marcação do homem. Quando percebeu que Gum estava nas suas costas já era tarde.

Portanto, cartolas da Ponte Preta, contratação de um zagueiro para ontem. Já que não souberam administrar as exigências do zagueiro Cléber, agora corram atrás do prejuízo antes que seja tarde. Sacomam desestabiliza até o seu companheiro Ferron.