Blog do Ari - Verdade seja dita: o juizão também colaborou para a goleada sofrida pelo Brasil
Holanda percebeu que a vitória não estava ameaçada e tratou de administrá-la
Holanda percebeu que a vitória não estava ameaçada e tratou de administrá-la
Se você quiser colocar mais um agravante na produção da Seleção Brasileira nesta goleada sofrida para a Holanda por 3 a 0, na disputa do terceiro lugar desta Copa do Mundo, acrescente aí que o time holandês atuou praticamente com dez jogadores durante o segundo tempo, porque o centroavante Van Persie andou no gramado literalmente, e não se entende os motivos pelos quais o treinador Van Gaal não o substituiu.
Apesar dos erros de arbitragem, a vitória da Holanda foi incontestável. No primeiro gol a falta do zagueiro Thiago Silva foi cometida fora da área e o juizão argelino Djamel Haimoudi marcou pênalti. Tá certo que o zagueiro brasileiro deveria ter sido expulso e não foi.
No lance que originou o segundo gol, Van Persie estava impedido ao receber a bola, no cruzamento houve erro de interceptação de cabeça do zagueiro David Luís, e o rebote foi bem aproveitado pela Holanda.
Tem-se que dizer também que o atacante Robben sofreu pênalti não marcado pelo árbitro no segundo tempo. A interpretação do argelino é que houve um toque de braço do atacante holandês, o que não ficou caracterizado.
NEYMAR
O que ficou claro nesta Copa do Mundo da Fifa é que sem o atacante Neymar o Brasil se transformou num time comum. Nem Oscar, com uma ou outra jogada, conseguiu se destacar. A troca de Fred por Jô deixou o time do mesmo tamanho. E tanto fez William como Hulk que a história foi a mesma.
Se a safra brasileira não é das melhores, mais de que nunca o time dependeria de um treinador atualizado taticamente, e que soubesse compactar bem o time.
Pior é que o arrogante Felipão não reconhece isso. Adianta escalar Ramirez pra jogar avançado, ocupando espaços do lado direito? Mesmo com vários jogadores da função o setor ficou desguarnecido.
Felipão fracassou no Palmeiras, ajudou a levá-lo pra segunda divisão do Campeonato Brasileiro, e paradoxalmente foi premiado com o comando da Seleção Brasileira. Tudo errado.
Claro que aqui houve reconhecimento da postura dele como comandante de grupo, com plena ascendência sobre os comandados. Afora isso, é técnico do tipo ‘vamos lá moçada’.
CONTRA-ATAQUE
A Holanda se preparou para jogar no erro do Brasil, principalmente nos contra-ataques. E como o objetivo foi atingido ainda no primeiro tempo, ela poupou-se visivelmente na segunda etapa. Resguardou-se defensivamente convicta que a situação estava sob controle.
Felipão entrou com um time radicalmente modificado, mas nem por isso conseguiu compactá-lo, e Robben agradeceu os generosos espaços pra jogar.
Assim, do banco, Felipão viu o volante Luís Gustavo passar um ‘perereco’ danado pra tentar neutralizar as investidas de Robben, que depois começou a girar por todos os espaços do ataque, e com isso confundiu a marcação.
DESPEDIDAS
Foi uma Copa do Mundo que cravou as despedidas dos laterais Maicon e Maxwell, que jogaram muito mal. E com eles certamente despedem-se Júlio César, Daniel Alves, Dante, Henrique, Fernandinho, Hernanes, Ramires, Hulk, Fred, Jô e Bernard.
Gente, pelo andar da carruagem, a renovação no elenco deve ser brutal, a começar pelo comando. Ou o presidente da CBF, José Maria Marin, demite Felipão, ou a torcida brasileira o desaloja da entidade.





































































































































