Blog do Ari: Veja aquilo que os homens de rádio falaram do empate do Guarani
Televisão largou o torcedor bugrino na mão mais uma vez
Será que a reprise da derrota da Ponte Preta para o Cruzeiro por 2 a 0 tem mais importância de que a partida ao vivo entre Mogi Mirim e Guarani? Para a emissora de televisão que detém os direitos de transmissão de jogos de todas as divisões do Campeonato Brasileiro sim. No segundo canal de transmissão do mesmo grupo, valorização maior para GP de Velocidade e posteriormente vôlei de praia. E no terceiro canal, opção para o Campeonato Francês, na partida entre Lille e St. Stienne.
O que sobrou para Guarani e Mogi Mirim? O rádio. Democraticamente dei aquela tradicional ‘corujada’ nas três emissoras de Campinas que transmitiram a partida, e deixo a seu critério tirar as devidas conclusões das frases que pincei dos integrantes das rádios Bandeirantes-Campinas, Brasil e Central.
Talvez, por força do hábito, o narrador Carlos Corsato, da Rádio Brasil, tenha exagerado quando citou, aos 45 minutos do segundo tempo, que ‘foi um bom jogo’.
O sarcástico comentarista da Rádio Bandeirantes, Valdemir Gomes, disse ao final do primeiro tempo que “judiaram tanto da bola que ela saiu cheio de hematomas”.
Jota Jorge, comentarista da Rádio Central, retratava a produção ofensiva do Guarani naquele período desta forma: “O goleiro do Mogi Mirim não pegou na bola”.
Pra não focar apenas no pessimismo, Valdemir Gomes sugeriu aos dirigentes bugrinos que, se o time não sofresse gol durante a partida, que se programasse um foguetório na partida seguinte, diante do Caxias, para o Guarani comemorar o milésimo minuto sem sofrer gols.
JULIANO
Prenúncio de que a meta bugrina pudesse ser vazada no segundo tempo ficou mais evidente quando o goleiro Juliano sentiu mal-estar aos cinco minutos e teve que ser substituído pelo reserva Léo.
A evidência aumentou com a natural pressão do Mogi e oportunidades criadas.
Só que futebol tem as suas imprevisibilidades. Assim, Laionel, aos 32 minutos, converteu a única chance criada pela equipe bugrina até então, fato que resultou em dois coincidentes comentários de injustiça no placar: “O Guarani não estava usando nem o contra-ataque quando marcou o gol”, opinou Jota Jorge. Na mesma linha de raciocínio, Valdemir Gomes disse que o resultado “é bom para o Guarani e injusto para o Mogi Mirim”.
Três minutos depois o Mogi Mirim empatou e a meta bugrina, até então intacta, foi vazada.
Por estas e outras, tem lógica a manchete de segunda-feira passada da coluna: “Esconder o que do atual time do Guarani?”. A interrogação foi uma referência aos treinos secretos programados durante toda semana.
Reafirmo que o Guarani pautou pela montagem do elenco possível, naturalmente longe do ideal, e por questões óbvias. E neste contexto o treinador Tarcísio Pugliese faz o que pode, e até além do esperado.
Daí a tentar nos persuadir de que estava escondendo alguma coisa, que pretendia colocar em prática coisa que até então não vimos, é viajar na maionese. Cheira mais uma tentativa de valorização do trabalho.





































































































































