Blog do Ari: Uma das missões da Ponte é errar menos com a bola nos pés

Cansaço tem aparecido a partir da metade do segundo tempo

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Se o presidente da Ponte Preta, Márcio Della Volpe, já foi duramente criticado neste espaço por demonstração de aprendiz sobre as mumunhas do futebol, tem-se que reconhecer que desta vez sabiamente deu um basta nesta conversa fiada de cansaço que rodava de boca em boca no elenco, como justificativa de fracassos.

Della Volpe disse nesta terça-feira, à Rádio Bandeirantes-Campinas, que a atribuição de cansaço teve validade apenas após a longa viagem para a Colômbia, e bem lembrou que houve superação dos jogadores na partida subseqüente diante do Vasco.

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Na postagem de domingo diagnostiquei bem um dos motivos que resulta no cansaço dos jogadores pontepretanos, a partir da metade do segundo tempo: desdobramento em campo por causa de sucessivos erros de passes e perda de bola em tentativas de jogadas pessoais.

Este deveria ser um dos tópicos do treinador Jorginho na preleção que precede a partida contra o São Paulo pela etapa semifinal da Copa Sul-Americana, programada para as 21h50 desta quarta-feira, na capital paulista.

Se a Ponte valorizar mais a posse de bola, a conseqüência natural será evitar o desdobramento de seus jogadores no cerco aos adversários.

ROBERTO

Quando o goleiro Roberto vai repor a bola em jogo, o que se vê com freqüência são seus companheiros de defesa virarem as costas para a bola, justamente para não receberem o passe numa zona de perigo, com iminente risco de comprometimento.

Aí Roberto ‘quebra’ a bola, que cai nos pés dos adversários, que começam a tocá-la. Logo, a situação exige correria dos boleiros pontepretanos na missão de desarme.

Com a forte pegada, tem sido alto o índice de desarme da Ponte, mas com a bola nos pés tem faltado uma condução adequada, de forma que a jogada possa fluir, que a bola seja trabalhada até as imediações da área adversária.

Caso isso ocorra, o desgaste do time adversário será na mesma proporção. Não bastasse isso, inegavelmente aumentam as possibilidades de que sejam criadas mais oportunidades de gols ao time pontepretano.

Diante do Cruzeiro, Artur, Adrianinho, Rildo, Magal, César, Ferron e Baraka erraram muitos passes. E a perda de bola implica em recomposição do time para a marcação. A conseqüência disso é a extrema movimentação – e desgastante – dos jogadores.

VÍDEO

Se a comissão técnica da Ponte ficou atenta para este detalhe no domingo, bastava que recomendasse à assessoria de imprensa do clube uma edição de vídeo com amostragem clara dos erros.

Reduzindo esta deficiência, evitando-se falhas pessoais de zagueiros, e colocando-se em prática a mesma determinação mostrada diante do Cruzeiro, naturalmente serão mais claras as chances de a Ponte trazer de São Paulo um resultado aceitável.