Blog do Ari: Troco que a Ponte pode dar é esfolar o bolso de são-paulino

São Paulo força time pontepretano a perder mando de jogo

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Quem ouviu as palavras do Coronel Marcos Marinho, presidente da Comissão de Árbitros da FPF (Federação Paulista de Futebol) à Rádio Central de Campinas na noite desta terça-feira, logo deduziu que passaram a ser remotíssimas as possibilidades de a Ponte Preta jogar em Campinas na segunda e decisiva partida contra o São Paulo pela Copa Sul-Americana.

É que o laudo da capacidade de público do Estádio Moisés Lucarelli registrado na FPF aponta 18.682 torcedores e o regulamento da Conmebol exige acomodação mínima para 20 mil pessoas.

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Cartolas do São Paulo pressionaram para que o regulamento seja cumprido à risca, e pelo visto dificilmente a situação será revertida. Pior é que o dirigente são-paulino João Paulo de Jesus Lopes ainda teve a coragem de dizer que tem o maior respeito pela coletividade pontepretana. E ainda acrescentou que tem um ótimo relacionamento com o presidente Márcio Della Volpe, e que ambos conversam frequentemente.

Pois então, Della Volpi, saiba que a coletividade pontepretana exige rompimento imediato com a cartolagem e instituição São Paulo. E que isso seja colocado publicamente.

MESQUINHARIA

Esta mesquinharia do São Paulo por causa de mil e pouco lugares a mais exige ruptura imediata de relação entre clubes. Para aplicar a chamada Lei do Gérson, visando levar vantagem escudado na lei (regulamento), os cartolas do São Paulo não mediram conseqüências e riscos.

Se Jesus Lopes alertou para o perigo de enfrentar a Ponte Preta no Estádio Moisés Lucarelli, cadê a sensibilidade dele sabendo que torcedores pontepretanos e são-paulinos devem se cruzar no trecho da Rodovia Ademar Pereira de Barros de Campinas a Mogi Mirim, provável palco do jogo?

Claro que Lopes não considerou que a torcida do São Paulo será minoria e aí os riscos teoricamente serão bem maiores. Deveria avaliar que a confirmação do jogo em Campinas representaria mais segurança.

Já que o São Paulo jogou duro e pesado contra a Ponte, o mínimo que se exige dos dirigentes pontepretanos é que, na condição de mandantes, coloquem o preço de ingresso nas alturas para o torcedor são-paulino.

Se o flamenguista terá que pagar de R$ 250 a R$ 800 pelo preço do ingresso na grande final da Copa do Brasil contra o Atlético Paranaense, no Estádio do Macacanã, então que seja cobrado no mínimo R$ 300 o ingresso para são-paulino no Estádio Romildão.

Vale aí o velho dito de que ‘quem não tem cão caça com gato’. E o gato que sobrou pra Ponte, se configurada a perda do mando de jogo, é fazer doer no bolso de são-paulino.