BLOG DO ARI: Triplicaram a marcação em Neymar e aí o Brasil emperrou
Mesmo não jogando bem time brasileiro criou chances e o goleiro Ochoa salvou
Mesmo não jogando bem time brasileiro criou chances e o goleiro Ochoa salvou
Campinas, SP, 17 (AFI) – Durante a preleção pouco antes da partida contra a Seleção Brasileira, o treinador mexicano Miguel Herrera exigiu marcação dupla e por vezes tripla sobre o atacante Neymar. Provavelmente deve ter argumentado que o objetivo para se alcançar resultado positivo passaria necessariamente por ‘castrar’ a criatividade do astro adversário.
O raciocínio dele foi correto. Se Neymar não decide, brasileiros e mexicanos se nivelam. Só que embora bem marcado Neymar ainda exigiu duas das três extraordinárias defesas praticadas pelo goleiro Ochoa, do México.
A primeira delas naquela cabeçada no canto direito, que ele se esticou e pegou. A segunda quando escorou no peito um cruzamento vindo da esquerda e fuzilou de forma certeira, mas o goleiro voltou a defender.
THIAGO SILVA
O Brasil pode até não praticar um futebol convincente, como ocorreu na tarde desta terça-feira em Fortaleza, no empate por zero a zero, mas ainda assim cria chances para chegar ao gol.
A cabeça do zagueiro Thiago Silva tinha endereço certo. Tinha, mas o reflexo de Ochoa impediu. E o atacante Jô, num dos raros descuidos da zaga mexicana, ficou na cara do gol e chutou a bola pra fora.
O resumo de lances perigosos do Brasil se restringe a isso, enquanto o time mexicano esbarrou no bom posicionamento defensivo de Thiago Silva e David Luís, coadjuvados pela eficiência de Luiz Gustavo.
Desta forma, de prático só ameaçaram num chute de longa distância que o goleiro Júlio César rebateu para o seu campo de jogo. Sem capacidade de penetração na zaga brasileira, os mexicanos preferiram arriscar finalizações de média distância, e sem pontaria.
PALPITES ERRADOS
Por que o Brasil não foi bem? Primeiro um monte de palpites errados de que os laterais deveriam cuidar inicialmente da marcação, porque a Croácia havia explorado as costas deles.
Pior é que o treinador Luiz Felipe Scolari, o Felipão, ouviu a voz da rua e ordenou que Daniel Alves e Marcelo avançassem com muito cuidado. E obedientes que são, quase não atacaram durante o primeiro tempo. O correto é que ambos avancem alternadamente e que o treinador programe eficiente cobertura nos respectivos setores.
O volante Paulinho, que geralmente abastece o ataque ao levar a bola, ultimamente anda tropeçando nela e já não tem desarmado ninguém. Sequer justifica camisa no time e com isso exige que Luiz Gustavo se desdobre na marcação.
Aí Felipão optou pelo meio-campista Ramirez no lugar de Hulk, sem contar que o substituto fosse jogar tão mal. Não se viu de Ramirez sequer aquela habitual voluntariedade. Por isso acertou o treinador ao substitui-lo no intervalo.
BERNARD
Claro que a projeção era que Bernard, o substituto de Ramirez, fosse pelo menos fazer algumas jogadas de velocidade de fundo de campo. Além de não fazê-las, igualmente não foi o coadjuvante projetado para fechar espaços no meio de campo.
Ora, com Neymar extremamente vigiado, esperava-se que o meia Oscar fosse o organizador do time, e teve espaços para isso. O problema é que ele não conseguia progredir com a bola. Perdia a maioria das jogadas.
Assim, sem lucidez para criar, o time brasileiro optou por alçar bola à área adversária à procura do centroavante Fred, absorvido totalmente pela marcação dos mexicanos, que devolviam esta bola aos companheiros bem posicionados em campo.
Assim, eles sabiam trabalhá-la até as imediações da área defensiva brasileira. Daí pra frente faltava qualificação aos atacantes mexicanos para definição dos lances. Eles esbarravam na boa postura do miolo de zaga do Brasil.
MINUTOS FINAIS
A rigor, o Brasil só passou a ser senhor absoluto da partida a partida dos 25 minutos do segundo tempo quando os seus laterais se soltaram de vez e o México já dava sinais de cansaço, porque os seus jogadores correram muito para cumprir o vaivém determinado pelo treinador Herrera.
O recado está explícito: fosse o adversário brasileiro mais qualificado ofensivamente, a viola estaria em cacos. Por isso, Felipão deve rever os seus conceitos e proceder de cara duas mudanças no time: Maicon no lugar de Daniel Alves e Ernani em substituição a Paulinho.
Deveria proceder estas mudanças, mas do jeito que é turrão não esperem algo mais de que a volta do atacante Hulk ao time.
Afora isso, é que o Brasil tem para o momento, estando, portanto, num patamar inferior a Holanda, Itália e até a Inglaterra.
A expectativa do torcedor brasileiro é que o time se supere nas próximas rodadas e que Neymar consiga carregá-lo nas costas, como já fez Pelé, Garrincha e Romário em outras edições de Copa do Mundo.





































































































































