Blog do Ari: Treinador Vadão pode ajustar deficiências do zagueiro César
Principal defeito é marcar a bola e não adversário; maior virtude é a velocidade
No futebol há espaço para que goleiros, zagueiros e volantes tenham margem de evolução superior às demais posições pelas suas peculiaridades.
Goleiro, além da questão vocacional, tem que intensificar os treinamentos para dominar a maioria dos fundamentos da posição.
Um exemplo típico foi Zetti que fez sucesso no São Paulo. Quem o via nas categorias de base do Guarani de certo não projetou que fosse vingar, e por isso ninguém levantou a voz quando foi dispensado do Estádio Brinco de Ouro.
Pois o então treinador dos juniores do Palmeiras, Roberto Lazaretti, acreditou na natural evolução do goleiro e através de muita dedicação Zetti mostrou seu valor e chegou à Seleção Brasileira.
O chamado volante de contenção está desobrigado de passar bem a bola e se sobressai desde que mostre voluntariedade e boa incidência no desarme. Geralmente o erro capital defensivo de seu time é atribuído aos homens de trás.
CÉSAR
No tocante a zagueiros, mesmo que conceituado inicialmente na escala de fraco a razoável há tendência de evolução. E nisso está inserido o jogador César, da Ponte Preta.
A principal virtude de César é a velocidade, que permite acompanhar rápidos atacantes adversários e versatilidade para cobrir o lado direito do campo. A rigor, este tipo de cobertura tem sido feito em excesso e o miolo da área fica desguarnecido.
Outra virtude é explorar a boa estatura para devolver de cabeça bolas alçadas em direção ao interior de sua área.
Defeitos? Um deles está sendo corrigido gradativamente, que é o tempo da bola para dar o bote no adversário.
Ano passado, o veterano atacante Borges, do Cruzeiro, dominou a bola de costas, girou em cima do zagueiro pontepretano e fez o gol como quis. Hoje não. Os exemplos valeram de aprendizagem.
O principal defeito de César é acompanhar a direção da bola e com isso deixa de marcar o adversário.
O treinador pontepretano Oswaldo Alvarez, o Vadão, especialista no aprimoramento técnico de jogadores, agora terá tempo para arrumar a ‘cozinha’ e posicionar adequadamente o zagueiro. Assim, mais uma etapa pode ser vencida.
LANÇAMENTOS
Por fim, César precisa se conscientizar que alongar sistematicamente a bola da defesa ao ataque não é a sua praia. Na maioria das vezes a defesa adversária fica com a bola, recomeça a jogada, e assim boleiros pontepretanos se desgastam desnecessariamente correndo atrás dela.
De certo Vadão pode perfeitamente corrigir o defeito exigindo que o zagueiro simplifique com a opção do passe curto e objetivo.
Portanto, constata-se que aprendizagem para o ‘bote’ no momento exato ao adversário se junta às virtudes de velocidade e boa estatura para cabeceio defensivo do zagueiro.
Agora, fica por conta do treinador – com a natural autocrítica do atleta – o segundo e decisivo processo de evolução, principalmente sobre posicionamento para aprender a marcar o adversário e não a bola.





































































































































